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quarta-feira, 21 de julho de 2010

Projeto Ler e Pensar e a evolução do IDEB

No dia 15 de julho, durante o 5º Seminário Nacional sobre o professor e a leitura de jornal, a pedagoga Mary Natsue Ogawa, da Secretaria Municipal de Educação de Curitiba, apresentou os resultados de pesquisa sobre o desenvolvimento das escolas cadastradas no Projeto Ler e Pensar, do Instituto RPC, e as contribuições do jornal para a aprendizagem escolar. Ogawa mostrou que o projeto contribui para o aumento do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica - IDEB.

Para apresentar os resultados, o estudo contou com um acompanhamento desde o conhecimento do planejamento dos professores e cadernos dos alunos, passando pelas capacitações oferecidas pelo Instituto RPC e conferência dos índices avaliados pelo MEC.

Para a pedagoga, “o acompanhamento dos trabalhos desenvolvidos nas escolas dessa Rede Ensino aponta para uma significativa melhora na produção textual, indicando ampliação do vocabulário, aperfeiçoamento quanto à utilização da gramática e ortografia, e textos mais críticos dos estudantes das unidades de ensino pesquisadas”. Uma das escolas pesquisadas apontou evolução no IDEB de 4.6, em 2007, para 5.7, em 2009.

Sem desconsiderar os outros fatores que compõe o Índice, Ogawa foi categórica ao dizer que o Projeto Ler e Pensar contribuiu para o aumento do IDEB em Curitiba ao estimular o exercício de uma leitura crítica e atual. “O jornal é mais do que um material didático, é um elemento midiático que permite estimular a criticidade”, afirmou. Para ela, a participação e o interesse do aluno no projeto se devem ao fato de o jornal ser um veículo contextualizado, que faz parte da vida dos estudantes.

O Ler e Pensar atua no município de Curitiba desde 1999 e está presente, atualmente, em mais de 70 escolas. Trata-se do único projeto que pode acontecer no horário das aulas, já que possui interação com a grade curricular e contribui para a efetivação do planejamento do professor.

Fonte: A Gazeta do Povo/ Ler e Pensar

Coordenadores de programas Jornal e Educação do Brasil participam de seminário em Campinas

Cerca de 35 coordenadores de Programa Jornal e Educação no Brasil participaram do V Seminário Nacional O Porfessor e a Leitura de Jornal: Educação, Mídia e Formação Docente, na UNICAMP, entre 14 e 16 de julho. Além de reuniões do grupo, que se reúne a cada ano para discutir novas estratégias de ação, troca de experiências e apresentações.

O seminário foi uma realização da Associação de leitura do Brasil (ALB), Rede Anhaguera de Comunicação (RAC), Programa Jornal e Educação da Associação Nacional de Jornais (PJE/ANJ), Faculdade de Educação da UNICAMP e grupo de pesquisa Alfabetização, Leitura e Escrita, da FE/Unicamp.

Abaixo, fotos dos coordenadores:



Criatividade em sala de aula

O período de férias está terminando. Daqui há pouco os educadores voltarão para as escolas e começarão a preparar o planejamento pedagógico para o segundo semestre.

Pensando nisso, o Blog de Educação trás duas dicas para que os educadores voltem a exercitar sua criatividade em sala de aula e incluam em seus planejamentos essa ação motivadora.

A educadora Maria Luiza Kraemer, autora de vários livros publicados, dá cinco dicas super bacanas no Portal da Educação sobre jogos educativos no ambiente escolar.

Acesse o Portal da Educação.

Tem ainda o Portal Cultura Infância, onde você encontra um estudo que auxilia na identificação de fatores que contribuem para a expressão da criatividade em sala de aula.

Bom retorno para sua escola!

Fonte: Valeska Andrade/O Povo na Educação

terça-feira, 20 de julho de 2010

O POVO de férias na Cultura


O programa O POVO na Educação, do jornal O POVO (CE) e a Livraria Cultura de Fortaleza fizeram uma parceria que está movimentando as férias na cidade.

A garotada que vai à livraria pode participar de oficina de fanzine, entre outras atividades, dirigidas pela coordenadora do O POVO na Educação, Valeska Andrade. Crianças do Maranhão, de Portugal, de Recife e de Fortaleza já criaram um fanzine coletivo. No último final de semana (16/07), a meninada acompanhada dos pais, tios, primos e amigos, produziu um novo fanzine além de ter tido oficina de brinquedos com jornal.

A programação toda está no site da Livraria Cultura.

Fonte: Informações de Valeska Andrade (O POVO na Educação)

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Conferência com Rosely Sayão encerra Seminário

Marcelo Casagrande

Após três dias de atividades, chegou ao fim o 5º Seminário Nacional “O Professor e a Leitura de Jornal”, que ocorreu na Universidade Estadual Campinas (Unicamp). O encerramento foi marcado pela conferência da psicóloga Rosely Sayão, que abordou temas ligados ao comportamento de crianças e jovens, relacionamento entre professores e alunos e a leitura no Brasil.

Os jovens da atualidade vivem uma realidade completamente diferente da vivida pelos pais. “Que geração é essa? Eles vivem em um mundo cheio de estímulos, de sons e de cores. É o mundo da supremacia da imagem”, comenta Rosely. A especialista acredita que as crianças se tornaram escravas dos próprios caprichos e diz: “Eles tem crescido com a idéia de controle remoto internalizado. Cabe a elas escolher e ficar somente com o que gostam”.

O cenário é preocupante e mostra que a liberdade dada as crianças faz com que elas criem hábitos nos quais passem despercebidas pelos adultos, que por sua vez também se tornam invisíveis. “Nós vivemos em tempo da desconstrução do conceito de infância”, afirma. O problema se agrava quando esta realidade passa a existir em sala de aula. Professores acabam cedendo e acostumando de forma errada os alunos.
A especialista aponta que a atual geração de jovens está optando pela imagem em detrimento à leitura e enfatiza: “Leitura não é hábito. Leitura é gosto”. Ela defende que o estímulo deve partir da escola e que a participação do professor é fundamental no desenvolvimento dessa atividade. “O aluno não aprende por não querer admitir que ele não sabe”, completa.

Niza Liporini que é professora aposentada pela Unesp acredita que o ponto alto da conferência foi a desmistificação de paradigmas. “A Rosely surpreende e tem um olhar diferente do cotidiano. É importante acabar com os mitos que professores, pais e mães ainda carregam”, opina.

Após o término da conferência, Rosely, que é autora dos livros “Família modo de usar” e “Em defesa da escola”, autografou suas obras.

Educação na era do consumo e da mídia é debatida em Campinas

Marcelo Casagrande

No último dia de atividades do 5º Seminário Nacional “O Professor e a Leitura de Jornal”, que ocorreu na Universidade Estadual Campinas (Unicamp), a “Educação na cultura da mídia e consumo” foi uns dos três temas apresentados em mesas-redondas que fizeram parte da programação. Participaram do evento Vera Regina Gerzson da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e Rosa Hessel Silveira da Universidade Luterana do Brasil. A mediação ficou a cargo do representante da Associação de Leitura do Brasil (ALB) Heitor Gribl.

A mesa teve como foco inicial a contextualização da educação no país, abordando o ensino tradicional que resistiu por gerações. “A transmissão do conhecimento era feita com a preocupação da formação de sujeitos que respeitassem regras, hierarquias, estruturas rígidas sem tempos livres ou de lazer”, lembra Rosa. A especialista explica que este formato ainda é presente, mas tem perdido espaço para o atual que é conhecido como soft. “Neste modelo de ensino, o aluno tem que ser motivado e seduzido para absorver conteúdos, ao contrário da obrigação presente no tradicional”, completa. Rosa acredita que o hábito do consumo está em todas as classes e diz: “Na rede privada a presença é evidente e na rede pública os objetos de consumo são signos presentes nos sonhos”.

O caminho escolhido por Vera foi comprovar através de conteúdos publicados em revistas de circulação nacional, como a mídia vê e entende o ensino no país. “As revistas sempre estão prescrevendo quais as melhores maneiras e condutas para a educação e a sala de aula. As matérias mostram desde a escolha da carreira certa até como ampliar um currículo profissional”, comenta a educadora que também é jornalista. Ela entende que o cenário da educação privada no país tem crescido muito e gerado lucros, mas lembra que o ambiente público não se distancia desta realidade. “A cobrança por produtividade e resultados positivos na excelência do ensino também estão presentes no ensino público”, finaliza.

Seminário marca nascimento de nova editora

Marcela Pastor

Terminou hoje o 5° Seminário Nacional – O Professor e a Leitura de Jornal com o lançamento do livro Leitura na Escola e na Biblioteca escrito pelo professor Ezequiel Theodoro da Silva. O livro que foi lançado em sua 11° edição foi publicado pela editora do próprio autor, Leitura Crítica.

O livro trata da leitura nas escolas e bibliotecas e como a prática de ler pode ser mais prazerosa para os alunos, tirando desse ato o caráter artificial e obrigatório. Para o autor, a leitura deve ser vista e tratada gerando elementos de surpresa e encantamento para, assim, trazer mais vontade de ler, não tornando sua prática uma obrigação. Para conseguir isso, é preciso mudar a forma de trabalhar textos em sala de aula.

“Esse livro que estou relançando traz muita satisfação, pois inaugura minha editora. Acho que é um livro importante para ser lido pelos mediadores de leitura que são os professores e os bibliotecários”, disse.

O livro pode ser adquirido pelo site www.leituracritica.com.br, por R$ 30,00.