Marcela Pastor
Terminou hoje o 5° Seminário Nacional – O Professor e a Leitura de Jornal com o lançamento do livro Leitura na Escola e na Biblioteca escrito pelo professor Ezequiel Theodoro da Silva. O livro que foi lançado em sua 11° edição foi publicado pela editora do próprio autor, Leitura Crítica.
O livro trata da leitura nas escolas e bibliotecas e como a prática de ler pode ser mais prazerosa para os alunos, tirando desse ato o caráter artificial e obrigatório. Para o autor, a leitura deve ser vista e tratada gerando elementos de surpresa e encantamento para, assim, trazer mais vontade de ler, não tornando sua prática uma obrigação. Para conseguir isso, é preciso mudar a forma de trabalhar textos em sala de aula.
“Esse livro que estou relançando traz muita satisfação, pois inaugura minha editora. Acho que é um livro importante para ser lido pelos mediadores de leitura que são os professores e os bibliotecários”, disse.
O livro pode ser adquirido pelo site www.leituracritica.com.br, por R$ 30,00.
sexta-feira, 16 de julho de 2010
Comunicação e cidadania em pauta
Marcela Pastor
Mesa redonda discute os desafios para a formação cidadã sob o ponto de vista do jovem em tempos de convergência midiática e tecnológica. Para essa discussão, estiveram presentes Inês Vitorino da Universidade Federal do Ceará (UFC) e Ismar de Oliveira Soares, professor titular da Universidade de São Paulo (USP). A mesa redonda fez parte do terceiro e último dia do 5° Seminário Nacional – O Professor e a Leitura de Jornal. A moderadora foi Raquel Salek Fiad do Instituto de Estudos da Linguagem e Associação de Leitura do Brasil (IEL/ALB).
Inês destacou durante a mesa a associação do jovem com a internet e como é seu comportamento diante dessa tecnologia. Para ela, eles usam poucos sites comunitários visando mais sites de entretenimento e comunicação através de mensagens instantâneas. “Estamos tendo um uso muito mais pessoal do que colaborativo e político. A mudança desse paradigma muda o modo de se ver a cidadania, assumindo uma postura mais produtiva”, conta.
Já Ismar começou a discussão com uma indagação: “É possível a educação tradicional fazer uso das tecnologias deixando de usá-las como entretenimento, mas usá-las para a produção?”. Para ele, a escola permanece praticamente a mesma em relação a isso partindo da ideia de que a internet teve sua arrancada mais significativa em 1995, há 15 anos. “As escolas ainda estão pensando em 1 computador por aluno sendo que jovens estão produzindo em suas próprias casas. A escola precisa entrar nesse meio”, argumenta.
Nessa mesma linha, Inês discute a ideia de construir uma cultura de diálogo entre os alunos para que possam ser mais ativos e produzir mais nesse meio. “Temos o desafio da comunicação ética. É um elemento fundamental, pois ética não é uma coisa que se ensina, mas a construção de diálogo entre os alunos deve existir”, finaliza.
Mesa redonda discute os desafios para a formação cidadã sob o ponto de vista do jovem em tempos de convergência midiática e tecnológica. Para essa discussão, estiveram presentes Inês Vitorino da Universidade Federal do Ceará (UFC) e Ismar de Oliveira Soares, professor titular da Universidade de São Paulo (USP). A mesa redonda fez parte do terceiro e último dia do 5° Seminário Nacional – O Professor e a Leitura de Jornal. A moderadora foi Raquel Salek Fiad do Instituto de Estudos da Linguagem e Associação de Leitura do Brasil (IEL/ALB).
Inês destacou durante a mesa a associação do jovem com a internet e como é seu comportamento diante dessa tecnologia. Para ela, eles usam poucos sites comunitários visando mais sites de entretenimento e comunicação através de mensagens instantâneas. “Estamos tendo um uso muito mais pessoal do que colaborativo e político. A mudança desse paradigma muda o modo de se ver a cidadania, assumindo uma postura mais produtiva”, conta.
Já Ismar começou a discussão com uma indagação: “É possível a educação tradicional fazer uso das tecnologias deixando de usá-las como entretenimento, mas usá-las para a produção?”. Para ele, a escola permanece praticamente a mesma em relação a isso partindo da ideia de que a internet teve sua arrancada mais significativa em 1995, há 15 anos. “As escolas ainda estão pensando em 1 computador por aluno sendo que jovens estão produzindo em suas próprias casas. A escola precisa entrar nesse meio”, argumenta.
Nessa mesma linha, Inês discute a ideia de construir uma cultura de diálogo entre os alunos para que possam ser mais ativos e produzir mais nesse meio. “Temos o desafio da comunicação ética. É um elemento fundamental, pois ética não é uma coisa que se ensina, mas a construção de diálogo entre os alunos deve existir”, finaliza.
Mídia e literatura a favor da educação
Por Alessandro Azevedo
Jornalismo, mídia e literatura, linguagens distintas que se unem e constroem um gênero que tem forma e conteúdo próprio para auxiliar professores a desenvolverem a consciência critica dos alunos. “Diálogo entre literatura e mídia”, foi o tema da mesa redonda entre os escritores Telma Guimarães e Odilon Moraes durante o terceiro dia de atividades do 5º Seminário Nacional – O Professor e a Leitura do Jornal no Centro de Convenções da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
A mesa teve início discutindo de que maneira professores podem trabalhar os recursos que os jornais impresso e mídia eletrônica oferecem para instigar alunos através de imagens e texto a discutirem assuntos do cotidiano. Para Telma, literatura é divertimento, entretenimento, e cabe ao educador saber tirar proveito disso, “o professor pode pegar uma foto do jornal e pedir aos alunos para criarem uma poesia e mandar via celular, por exemplo, para o colega do lado, dessa forma será utilizado ao mesmo tempo literatura, jornalismo e tecnologia”.
O tema comum discutido pelos autores é a necessidade de criar desde cedo nos indivíduos a noção de consciência crítica, e nada mais correto que fazer isso durante os primeiros anos de vida. De acordo com Moraes, a literatura infantil através dos livros ilustrados desempenham um papel fundamental pois conseguem mesclar o uso da escrita com a imagem para educar e formar o pensamento crítico dos alunos. “Existe um grande recurso pedagógico no uso dos livros, porém um bom livro infantil não deve ser algo utilizado meramente como parte do processo de desenvolvimento da criança, os livros devem ser utilizados para contribuir na formação do pensamento crítico dos pequenos”.
Jornalismo, mídia e literatura, linguagens distintas que se unem e constroem um gênero que tem forma e conteúdo próprio para auxiliar professores a desenvolverem a consciência critica dos alunos. “Diálogo entre literatura e mídia”, foi o tema da mesa redonda entre os escritores Telma Guimarães e Odilon Moraes durante o terceiro dia de atividades do 5º Seminário Nacional – O Professor e a Leitura do Jornal no Centro de Convenções da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
A mesa teve início discutindo de que maneira professores podem trabalhar os recursos que os jornais impresso e mídia eletrônica oferecem para instigar alunos através de imagens e texto a discutirem assuntos do cotidiano. Para Telma, literatura é divertimento, entretenimento, e cabe ao educador saber tirar proveito disso, “o professor pode pegar uma foto do jornal e pedir aos alunos para criarem uma poesia e mandar via celular, por exemplo, para o colega do lado, dessa forma será utilizado ao mesmo tempo literatura, jornalismo e tecnologia”.
O tema comum discutido pelos autores é a necessidade de criar desde cedo nos indivíduos a noção de consciência crítica, e nada mais correto que fazer isso durante os primeiros anos de vida. De acordo com Moraes, a literatura infantil através dos livros ilustrados desempenham um papel fundamental pois conseguem mesclar o uso da escrita com a imagem para educar e formar o pensamento crítico dos alunos. “Existe um grande recurso pedagógico no uso dos livros, porém um bom livro infantil não deve ser algo utilizado meramente como parte do processo de desenvolvimento da criança, os livros devem ser utilizados para contribuir na formação do pensamento crítico dos pequenos”.
quinta-feira, 15 de julho de 2010
Produção audiovisual é tema de oficinas
Marcela Pastor
Oficinas fizeram parte do 5° Seminário Nacional – O Professor e a Leitura de Jornal, que contou com assuntos como vídeo-documentário, oferecido pela professora da Faculdade de Jornalismo da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas), em que o principal objetivo era prover ferramentas para a utilização do vídeo-documentário nos diversos temas apresentados em sala de aula.
Ainda nessa linha, outra oficina com o tema vídeo na escola foi apresentado por Paula Kimo e Roger Inácio dos Santos, ambos da Oficina de Imagens de Minas Gerais. Para Paula, a proposta é trabalhar a leitura de imagens tendo como referência a televisão, além de focar na produção e edição de imagens. “É possível fazer um vídeo padrão com elaboração de roteiro e edição, mas isso demanda um tempo maior, então, na escola, é preciso uma forma mais dinâmica, com câmeras de celulares que não demandam muitos recursos técnicos ou com uma câmera digital”, explica.
Wladimir Stempniak Mesko, coordenador pedagógico da Rede Municipal de Educação de Campinas, liderou a oficina de edição digital não linear na produção de audiovisual e leitura crítica do Youtube, na qual se discutiu a análise de vídeos disponibilizados nos diversos sites de compartilhamento, com a finalidade de aprender a analisar e interpretá-los.
Outra oficina oferecida no evento foi ministrada por Elizabeth Pimentel, coordenadora pedagógica da Rede Municipal de Educação de Campinas, com o tema Estudo de leitura de textos na mídia nas provas oficiais de avaliação. “Estamos fazendo uma discussão do diálogo que as avaliações podem fazer com os processos educativos que ocorrem nas escolas. Essas avaliações apontam para algumas práticas escolares para construir a compreensão dos alunos, algo que não existe plenamente nas escolas”, afirma.
Ao todo, foram oferecidas dez oficinas que ocorreram em horários concomitantes e foram oferecidas nos dias 14 e 15 de julho.
Oficinas fizeram parte do 5° Seminário Nacional – O Professor e a Leitura de Jornal, que contou com assuntos como vídeo-documentário, oferecido pela professora da Faculdade de Jornalismo da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas), em que o principal objetivo era prover ferramentas para a utilização do vídeo-documentário nos diversos temas apresentados em sala de aula.
Ainda nessa linha, outra oficina com o tema vídeo na escola foi apresentado por Paula Kimo e Roger Inácio dos Santos, ambos da Oficina de Imagens de Minas Gerais. Para Paula, a proposta é trabalhar a leitura de imagens tendo como referência a televisão, além de focar na produção e edição de imagens. “É possível fazer um vídeo padrão com elaboração de roteiro e edição, mas isso demanda um tempo maior, então, na escola, é preciso uma forma mais dinâmica, com câmeras de celulares que não demandam muitos recursos técnicos ou com uma câmera digital”, explica.
Wladimir Stempniak Mesko, coordenador pedagógico da Rede Municipal de Educação de Campinas, liderou a oficina de edição digital não linear na produção de audiovisual e leitura crítica do Youtube, na qual se discutiu a análise de vídeos disponibilizados nos diversos sites de compartilhamento, com a finalidade de aprender a analisar e interpretá-los.
Outra oficina oferecida no evento foi ministrada por Elizabeth Pimentel, coordenadora pedagógica da Rede Municipal de Educação de Campinas, com o tema Estudo de leitura de textos na mídia nas provas oficiais de avaliação. “Estamos fazendo uma discussão do diálogo que as avaliações podem fazer com os processos educativos que ocorrem nas escolas. Essas avaliações apontam para algumas práticas escolares para construir a compreensão dos alunos, algo que não existe plenamente nas escolas”, afirma.
Ao todo, foram oferecidas dez oficinas que ocorreram em horários concomitantes e foram oferecidas nos dias 14 e 15 de julho.
Mídias na sala de aula transformam aprendizagem
Marcela Pastor
Os jornais e revistas fazem parte da vida de muitos brasileiros, mas seu uso ainda não é uma rotina em grande parte das salas de aula. Entre outros assuntos, este é um dos mais discutidos no 5° Seminário Nacional – O Professor e a Leitura do Jornal, que começou ontem e termina amanhã, na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
Fátima Picconi, formada em pedagogia e mestre em educação, partilha dessa discussão. “O jovem não gosta de ler jornal se ele tiver isso como obrigação”, comenta. Para ela, é preciso trabalhar assuntos da atualidade utilizando jornal impresso e on-line dentro da sala de aula, pois com isso ele terá um senso crítico aguçado e o mundo dos alunos é trazido para dentro da sala de aula. É o que também conta Ayne Regina Gonçalves, jornalista e professora. “Hoje não é possível mais lecionar estaticamente. Então, com muito critério, é preciso usar textos de jornais. Além disso, eles ajudam a tornar as aulas mais dinâmicas”, explica.
Além de ser uma ferramenta adicional nas salas de aula, os jornais e mídias ainda ajudam o jovem a ser um formador de opinião. “A escola deve ser vinculada com todos os assuntos do cotidiano e os jornais devem fazer parte disso”, explica Tânia Regina, da Secretaria de Educação de Indaiatuba.
Os jornais e revistas fazem parte da vida de muitos brasileiros, mas seu uso ainda não é uma rotina em grande parte das salas de aula. Entre outros assuntos, este é um dos mais discutidos no 5° Seminário Nacional – O Professor e a Leitura do Jornal, que começou ontem e termina amanhã, na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
Fátima Picconi, formada em pedagogia e mestre em educação, partilha dessa discussão. “O jovem não gosta de ler jornal se ele tiver isso como obrigação”, comenta. Para ela, é preciso trabalhar assuntos da atualidade utilizando jornal impresso e on-line dentro da sala de aula, pois com isso ele terá um senso crítico aguçado e o mundo dos alunos é trazido para dentro da sala de aula. É o que também conta Ayne Regina Gonçalves, jornalista e professora. “Hoje não é possível mais lecionar estaticamente. Então, com muito critério, é preciso usar textos de jornais. Além disso, eles ajudam a tornar as aulas mais dinâmicas”, explica.
Além de ser uma ferramenta adicional nas salas de aula, os jornais e mídias ainda ajudam o jovem a ser um formador de opinião. “A escola deve ser vinculada com todos os assuntos do cotidiano e os jornais devem fazer parte disso”, explica Tânia Regina, da Secretaria de Educação de Indaiatuba.
Mesa-redonda discute jornalismo literário e científico
Marcelo Casagrande
O segundo dia de atividades do 5º Seminário Nacional “O Professor e a Leitura de Jornal”, que ocorre até amanhã na Universidade Estadual Campinas (Unicamp), foi marcado por três mesas-redondas. Entre os temas abordados, estiveram o Jornalismo Literário, Jornalismo Científico e o livro-reportagem. Participaram do evento Edvaldo Pereira Lima, da Escola de Comunicação e Artes (ECA), da Universidade de São Paulo (USP), e fundador da Academia Brasileira de Jornalismo Literário (ABJL), e Susana Oliveira Dias do Laboratório de Estudos de Jornalismo (Labjor), da Unicamp. A atividade foi mediada pelo jornalista e professor da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas) Fabiano Ormaneze.
“O jornalismo literário busca contar histórias humanas com dignidade, qualidade estética e sabor”, define Pereira Lima. O autor do livro “Páginas Ampliadas: O livro-reportagem como extensão do jornalismo e da literatura” explica que a modalidade de livro-reportagem está em pleno crescimento. Esse sucesso pode ser associado ao texto atraente e sensorial que permite o leitor mergulhar em histórias reais.
Susana defendeu que a literatura pode ser um meio eficiente para tornar as ciências mais agradáveis aos leitores. Ela afirma que os temas ligados à biotecnologia, por exemplo, são distantes da realidade de muitas pessoas. “Nós temos acesso a um conjunto de sonhos, de imaginação que são jogados para gente em qualquer momento”, reflete. A profissional complementa dizendo que um assunto pode ser fiel aos conceitos técnicos, mas se apresentado de forma acessível à massa.
A aproximação de conteúdos jornalísticos literários das salas de aula desperta o interesse dos jovens pela leitura. Para Cida Sepulveda, escritora e professora da rede pública de Campinas, a opção por textos jornalísticos favorece o trabalho, já que aproximam as informações da realidade dos alunos. “Trabalho em uma escola do Parque Oziel e meus alunos conseguem ver o próprio cotidiano retratado nas matérias do jornal”, conta a professora que acredita que o interesse pela leitura é maior neste tipo texto.
Amanhã, último dia do Seminário, a programação contará com mesas redondas e uma conferência de encerramento com a psicóloga Rosely Sayão. As atividades começam às 9h e a cobertura completa pode ser acompanhada no blog Programa Jornal da Educação, da ANJ.
O segundo dia de atividades do 5º Seminário Nacional “O Professor e a Leitura de Jornal”, que ocorre até amanhã na Universidade Estadual Campinas (Unicamp), foi marcado por três mesas-redondas. Entre os temas abordados, estiveram o Jornalismo Literário, Jornalismo Científico e o livro-reportagem. Participaram do evento Edvaldo Pereira Lima, da Escola de Comunicação e Artes (ECA), da Universidade de São Paulo (USP), e fundador da Academia Brasileira de Jornalismo Literário (ABJL), e Susana Oliveira Dias do Laboratório de Estudos de Jornalismo (Labjor), da Unicamp. A atividade foi mediada pelo jornalista e professor da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas) Fabiano Ormaneze.
“O jornalismo literário busca contar histórias humanas com dignidade, qualidade estética e sabor”, define Pereira Lima. O autor do livro “Páginas Ampliadas: O livro-reportagem como extensão do jornalismo e da literatura” explica que a modalidade de livro-reportagem está em pleno crescimento. Esse sucesso pode ser associado ao texto atraente e sensorial que permite o leitor mergulhar em histórias reais.
Susana defendeu que a literatura pode ser um meio eficiente para tornar as ciências mais agradáveis aos leitores. Ela afirma que os temas ligados à biotecnologia, por exemplo, são distantes da realidade de muitas pessoas. “Nós temos acesso a um conjunto de sonhos, de imaginação que são jogados para gente em qualquer momento”, reflete. A profissional complementa dizendo que um assunto pode ser fiel aos conceitos técnicos, mas se apresentado de forma acessível à massa.
A aproximação de conteúdos jornalísticos literários das salas de aula desperta o interesse dos jovens pela leitura. Para Cida Sepulveda, escritora e professora da rede pública de Campinas, a opção por textos jornalísticos favorece o trabalho, já que aproximam as informações da realidade dos alunos. “Trabalho em uma escola do Parque Oziel e meus alunos conseguem ver o próprio cotidiano retratado nas matérias do jornal”, conta a professora que acredita que o interesse pela leitura é maior neste tipo texto.
Amanhã, último dia do Seminário, a programação contará com mesas redondas e uma conferência de encerramento com a psicóloga Rosely Sayão. As atividades começam às 9h e a cobertura completa pode ser acompanhada no blog Programa Jornal da Educação, da ANJ.
Política pública é palco de debate
Mídia e educação foram principais assuntos da mesa redonda
Marcela Pastor
Chega ao seu segundo dia o 5° Seminário Nacional – O Professor e a Leitura de Jornal e, com ele uma discussão sobre as perspectivas de políticas públicas no cenário da mídia e da educação. Formando a mesa redonda estavam presentes Alexandra Bujokas de Siqueira que trabalha com comunicação e educação, Regina de Assis que é consultora em Educação e Mídia e a mediadora da mesa Cristiane Parente.
Entre os principais assuntos discutidos estavam como deve ser trabalhada a política pública para que exista uma base sólida tanto na educação quanto na mídia do país. Para Regina de Assis é preciso transformações. “O Brasil precisa de transformações e, para isso, as políticas públicas devem ser repensadas”, diz a consultora. Outro ponto bastante comentado foi a necessidade de infra-estrutura nas escolas tanto públicas como particulares para que as mídias (jornais, revistas, internet e televisão) possam fazer parte do currículo do aluno. Para isso, é necessário recursos para que os professores possam trabalhar com os alunos.
A capacidade de leitura em diferentes mídias é praticamente a mesma, o que difere entre jornais, revistas e internet é o suporte e os códigos, já que sua existência e localização no contexto social permanecem. O aluno consegue encontrar determinado assunto na mídia impressa e online, mas sua capacidade de discernimento e interpretação do texto depende dele mesmo. É exatamente nesse ponto que Alexandra trabalha, para que os alunos tenham uma leitura crítica daquilo que a mídia mostra. “É preciso formar um leitor crítico que entenda os meandros da produção da mídia”, complementa. Alexandra que também já lecionou para o curso de Jornalismo destaca que a mídia tem mais poder que o público, pois essas instituições exercem todas as formas de poder, gerando assim desigualdade.
Ambas acreditam que a primeira transformação deve se dar a partir da política pública e que isso deve ser cobrado dos políticos. “Quem entende de comunicação e mídia deve cobrar. Cabe a cada unidade escolar ter orientações e olhar para seus alunos”, finaliza Regina.
A agenda de seminários continua até o dia 16 de julho, mas as inscrições já estão encerradas. Para quem quiser saber mais sobre o evento continue acompanhando as matérias da equipe de reportagem pelo blog.
Marcela Pastor
Chega ao seu segundo dia o 5° Seminário Nacional – O Professor e a Leitura de Jornal e, com ele uma discussão sobre as perspectivas de políticas públicas no cenário da mídia e da educação. Formando a mesa redonda estavam presentes Alexandra Bujokas de Siqueira que trabalha com comunicação e educação, Regina de Assis que é consultora em Educação e Mídia e a mediadora da mesa Cristiane Parente.
Entre os principais assuntos discutidos estavam como deve ser trabalhada a política pública para que exista uma base sólida tanto na educação quanto na mídia do país. Para Regina de Assis é preciso transformações. “O Brasil precisa de transformações e, para isso, as políticas públicas devem ser repensadas”, diz a consultora. Outro ponto bastante comentado foi a necessidade de infra-estrutura nas escolas tanto públicas como particulares para que as mídias (jornais, revistas, internet e televisão) possam fazer parte do currículo do aluno. Para isso, é necessário recursos para que os professores possam trabalhar com os alunos.
A capacidade de leitura em diferentes mídias é praticamente a mesma, o que difere entre jornais, revistas e internet é o suporte e os códigos, já que sua existência e localização no contexto social permanecem. O aluno consegue encontrar determinado assunto na mídia impressa e online, mas sua capacidade de discernimento e interpretação do texto depende dele mesmo. É exatamente nesse ponto que Alexandra trabalha, para que os alunos tenham uma leitura crítica daquilo que a mídia mostra. “É preciso formar um leitor crítico que entenda os meandros da produção da mídia”, complementa. Alexandra que também já lecionou para o curso de Jornalismo destaca que a mídia tem mais poder que o público, pois essas instituições exercem todas as formas de poder, gerando assim desigualdade.
Ambas acreditam que a primeira transformação deve se dar a partir da política pública e que isso deve ser cobrado dos políticos. “Quem entende de comunicação e mídia deve cobrar. Cabe a cada unidade escolar ter orientações e olhar para seus alunos”, finaliza Regina.
A agenda de seminários continua até o dia 16 de julho, mas as inscrições já estão encerradas. Para quem quiser saber mais sobre o evento continue acompanhando as matérias da equipe de reportagem pelo blog.
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