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quinta-feira, 15 de julho de 2010

Cinema e educação para produção de conhecimento

Por Alessandro Azevedo

“Existe uma grande diferença entre artefatos tecnológicos e tecnologia”, é com essa frase que o professor Carlos Eduardo Albuquerque Miranda, professor da Faculdade de Educação da Unicamp, iniciou a conferência intitulada “Fazer cinema na educação escolar – a construção de um sonho na formação de professores”, durante 5º Seminário Nacional – O Professor e a Leitura do Jornal - que acontece até o próximo dia 16 de julho em Campinas.

Na oportunidade, o professor defendeu a ideia de uma pedagogia em que o professor assuma o papel de interlocutor e em parceria com os alunos assuma os riscos da produção do conhecimento e pensamento através do domínio de artefatos tecnológicos para a produção de cinema com a finalidade de educar.

“É importante que as pessoas não sejam apenas espectadores críticos, mas sim, que saibam como acontece todo o processo de produção e edição de conteúdo. Não queremos criar professores cineastas, mas sim, produtores de conhecimento”, afirma o professor.

Com o avanço e o maior acesso à tecnologia digital, a educação escolar passa por um dilema entre reprodução e produção, para Albuquerque, é necessário que o professor saiba como utilizar a linguagem audiovisual para trazer conhecimento aos alunos, uma vez que desde os primórdios do cinema, elementos da sociedade e do cotidiano são inseridos durante o processo de produção de imagem, o que diretamente gera conhecimento e, portanto, educação.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Oficinas auxiliam professores no trabalho com mídias

Dez atividades ocorrem simultaneamente durante o 5º Seminário

Marcelo Casagrande

Oficinas para auxiliar professores no uso de diversos tipos de mídia foram desenvolvidas durante o primeiro dia do 5º Seminário Nacional “O Professor e a Leitura de Jornal”. O evento é uma iniciativa da Associação de Leitura do Brasil (ALB), do projeto Correio Escola, do Grupo RAC, e da Associação Nacional de Jornais (ANJ). As atividades, que se estendem até a próxima sexta-feira, reúnem educadores da rede pública e particular de todo o país.

O uso das histórias em quadrinho nas salas de aula ainda desperta dúvidas por parte dos professores. Para isso, a oficina ministrada pelo jornalista DJota Carvalho, do Grupo RAC, apresentou a evolução deste meio de comunicação. “Os quadrinhos, em duas diversas modalidades, influenciam a humanidade. Estamos falando de uma opção multidisciplinar e de boa aceitação por parte dos alunos”, explica. A liberdade de criação, a possibilidade de trabalho em grupo e como aplicar os elementos nas aulas foram alguns dos tópicos abordados. A receptividade da primeira turma foi positiva e a interação entre os participantes foram pontos altos. “O legal da oficina é a possibilidade que os professores tem de dividir experiências”, comenta DJota.

Dulciley Ferreira da Silva é professora infantil da rede pública de Campinas e participou da oficina “Mitos na sociedade contemporânea”. Na atividade oferecida por Maria das Dores Maziero da Universidade São Marcos, foram abordadas as influências dos mitos na formação cultural e os reflexos que os deuses e heróis criam nas artes e na cultura. Dulciley acredita que a proposta foi bem trabalhada e as expectativas foram atingidas. “Já uso esse tema em sala de aula e percebi que ele foi tratado com muita propriedade”, opina a professora.

Outra opção de oficina é a “Jornal na escola”, apresentada por Ana Gabriela Borges do Instituto RPC e Editora Gazeta do Povo de Curitiba/PR. “Muita gente acha que o jornal está ultrapassado, mas isso não é verdade. É um veiculo atraente, viável e acessível para a grande maioria de salas de aula”, afirma. A profissional conta que as maiores queixas são pelo desconhecimento da estrutura do jornal e a falta de tempo para o trabalho com o veículo. Os participantes tiveram atividades práticas e teóricas o que otimizou a dinâmica.

O mundo dos blogs e a eficiência da ferramenta para alunos e professores foram conferidos na oficina ministrada por três profissionais do Colégio Notre-Dame, em Campinas. Como estimular o uso desta ferramenta educacional como complemento aos componentes curriculares e relacionar os blogs ao incentivo colaborativo, criativo e a critico foram debatidos. As atividades ocorrem em uma sala de informática o que permitiu a aplicação prática dos conceitos adquiridos.

Outras seis oficinas ocorrem simultaneamente: Leitura de diferentes mídias e o uso de celular na sala de aula, Edição digital e não linear na produção audiovisual, Estudo de leitura de textos na mídia, Vídeo na escola, Rádio na escola, Vídeo-documentário. As atividades se repetem nesta quinta-feira, das 14h30 às 17h30. Outras notícias podem ser acompanhadas no blog Programa Jornal e Educação, da ANJ, que continua com a cobertura completa do 5º Seminário.

Conferência sobre “Ética e multimídia” reúne professores em Campinas

Educador Mário Sérgio Cortella marca a abertura de Seminário Nacional

Por Marcelo Casagrande

Que o uso da tecnologia no ambiente pedagógico está se tornando uma realidade cada vez mais próxima, ninguém tem dúvida. Mas afinal, será se o Brasil está realmente preparado para essa mudança de cultura? Reflexões como essa foram levantadas na Conferência de abertura do 5º Seminário Nacional – O Professor e a Leitura do Jornal - que acontece até o próximo dia 16 de julho em Campinas. Na oportunidade, o filósofo e educador da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC São Paulo) Mário Sérgio Cortella apresentou prós e contras da relação do uso de meios multimídia e o ambiente pedagógico.

O conferencista acredita que a mentalidade pedagógica moderna não pode recusar a tecnologia, mas para isso o docente deve ter claro onde deseja chegar. “A aula independe dos recursos utilizados. A multimídia não é só tecnologia, mas também o corpo docente”, completa Cortella. Os desafios da educação são muitos e mudam a cada dia. Com a velocidade da informação e a ampliação de opções apresentadas, os profissionais da educação devem estar preparados para aprender e ensinar todos os dias sempre levando em consideração os princípios éticos. “A ética nos obriga a tomar posições. Temos que tomar cuidado com o óbvio para que ele não dificulte o trabalho na área de educação”, reflete o educador.

Apesar das constantes investidas na “alfabetização digital”, Cortella lembrou que a educação no país ainda precisa evoluir e se desenvolver. “No momento em que discutimos a digitalização, temos 15 milhões de homens e mulheres que não conseguem ler o lema da própria bandeira. Isso é ordem? Isso é progresso?”, comenta.

Ao longo da conferência, o educador relacionou o tema com exemplos filosóficos, casos históricos, filmes e artes. E foi a dinâmica adotada que chamou a atenção da estudante de pedagogia da Unifesp Mariana Taba. “O Cortella é didático e soube conduzir muito bem. Ele atingiu todos os presentes e conseguiu fazer com que refletíssemos muito sobre o assunto”, opina a universitária.

Para a professora da Escola Estadual Newton Pimenta Neves, em Campinas, Iolanda Soldatti, o evento foi enriquecedor. “Pude perceber que estou no caminho certo. Quando temos um objetivo traçado, conseguimos aproveitar o que a tecnologia pode oferecer”, conta a educadora que, para aproximar os alunos e ampliar a leitura de texto jornalísticos, criou um blog, o Blog da Dona.

Livro defende relação entre alfabetização e práticas sociais

Durante o 5° Seminário O Professor e a Leitura do Jornal, diversos livros serão lançados. Entre eles, “Alfabetização e Letramento: Pontos e Contrapontos”, do professor Sérgio Leite, diretor da Faculdade de Educação da universidade Estadual de Campinas (Unicamp), que mostra que a alfabetização correta ocorre por meio do domínio dos signos e códigos fundidos às práticas sociais. “Antigamente as cartilhas utilizavam exemplos pueris que não tinham relação alguma com situações vividas pelas crianças, por exemplo, o boi baba”, explicou Leite.

Durante os dias do evento, conferencistas e participantes de mesas redondas que tiverem livros publicados também farão uma sessão de autógrafos.

Livro defende relação entre alfabetização e práticas sociais

Durante o 5° Seminário O Professor e a Leitura do Jornal, diversos livros serão lançados. Entre eles, “Alfabetização e Letramento: Pontos e Contrapontos”, do professor Sérgio Leite, diretor da Faculdade de Educação da universidade Estadual de Campinas (Unicamp), que mostra que a alfabetização correta ocorre por meio do domínio dos signos e códigos fundidos às práticas sociais. “Antigamente as cartilhas utilizavam exemplos pueris que não tinham relação alguma com situações vividas pelas crianças, por exemplo, o boi baba”, explicou Leite.

Nos outros dias do evento, conferencistas e participantes de mesas redondas que tiverem livros publicados também farão uma sessão de autógrafos.

Aberto 5° Seminário Nacional O Professor e a Leitura de Jornal

“Educação, Mídia e a Formação Docente”. Este é o tema do 5° Seminário Nacional “O Professor e a Leitura de Jornal”, organizado pela Associação de Leitura do Brasil (ALB), pelo projeto Correio Escola, do Grupo RAC, e pela Associação Nacional de Jornais (ANJ), que teve início na manhã desta quarta-feira, no Centro de Convenções da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Neste ano, o objetivo das atividades é discutir a educação não apenas como um processo escolar, mas sim, como algo presente em inúmeros lugares em nossa sociedade e principalmente na mídia em geral, atualmente ampliada em função da grande variedade de aparatos tecnológicos.

O seminário que, em seus primórdios, contava apenas com o suporte da mídia impressa em sala de aula, discute agora a influência das novas tecnologias no dia a dia de professores e alunos. “O evento deste ano vem para unir professores e profissionais de comunicação para que seja discutido de que maneira as novas mídias podem ser inseridas para formar alunos cidadãos”, afirma Cristiane Parente, Coordenadora Executiva do Programa “Jornal e Educação”.
Para Cecília de Godoy Camargo Pavani, coordenadora do Projeto Correio Escola, a importância de um evento como este é levar o professor a repensar de que maneira ele pode se atualizar diante de um mundo cada vez mais digital.

A mídia educa, forma, aciona desejos, necessidades e aproxima pessoas. É por estes motivos que professores devem cada vez mais estar preparados e atentos às modificações midiáticas para que não seja criada uma barreira com as crianças cada vez mais acostumadas ás mudanças tecnológicas. “Vivemos em uma sociedade impregnada de mídia e, portanto, devemos saber diferenciar e saber tirar proveito das coisas boas que a mídia tem a nos oferecer”, diz a presidente da ALB, Norma Sandra de Almeida Ferreira.

Saber utilizar computadores, equipamentos de vídeo, internet e blogs em sala de aula é uma preocupação constante entre professores que buscam se atualizar para atender às novas necessidades das crianças e esse foi o motivo que levou muitos a participarem do seminário. Para, por exemplo, a professora Tânea Sueli dos Santos Souza, da CIMEI Julia dos Santos Dias, “é preciso saber de que maneiras o professor pode tornar o hábito da leitura mais prazeroso para os alunos e certamente isso acontece quando utilizamos as novas tecnologias”.

Da abertura do evento, também participaram o secretário de Educação de Campinas, José Tadeu Jorge, o representante do reitor da Unicamp, Mohamed Salim e o superintendente do projeto Compromisso Campinas pela Educação, Arnaldo Rezende.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Polêmica à vista

Está em discussão no Congresso Nacional um projeto de lei que obriga as escolas de educação infantil públicas e privadas a instalarem câmeras de vigilância eletrônica em toda a escola.

O objetivo, segundo o autor, Francisco Rossi (PMDB-SP), é coibir maus-tratos contra os pequenos de até 6 anos e monitorar professores e crianças.

A proposta tramita em caráter conclusivo e precisa da aprovação de duas comissões para entrar em vigor.

A diretora de educação infantil, Sônia Fernandes, considera o projeto polêmico. Ela diz que o aprendizado dos pequenos deve ser compartilhado entre a escola e a família e que é preciso haver confiança na instituição que recebe a criança.

Para Sônia, a obrigatoriedade do monitoramento criaria uma relação artificial entre professor e aluno. Ela salienta que as imagens não são o único sinal para detectar violência.

Fonte: Diário Catarinense (SC)