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quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

A tecnologia mais próxima da sala de aula. Será?


Os estudantes de hoje, em especial os adolescentes, buscam mais agilidade. Encontrar o conteúdo de todos os livros em poucos cliques, acesso a um conteúdo mais instigante com animações que ilustrem algum conceito da física ou mapas interativos em três dimensões que já mostram o relevo de determinada região, por exemplo, e principalmente, mais comodidade, sem a necessidade de levar muito peso em uma mochila.
A questão é: se as escolas adotassem os tablets no ano letivo, a tecnologia realmente seria útil para os estudos em sala de aula? Apesar dos inúmeros aspectos positivos da sua utilização nas escolas, precisamos considerar também diversos desafios que, infelizmente, ainda precisam ser vencidos para levar os livros didáticos para equipamentos rápidos, como esperam os estudantes dessa nova geração que já nasceu conectada.
Num colégio particular de Maringá, alguns alunos do ensino médio têm acesso as apostilas pelo tablet, o que facilita o estudo em casa, contra-turnos ou viagens, mas o equipamento é de uso proibido durante as aulas. “O tablet traz muitas opções de diversão, o que acaba tirando o foco do aluno para a pesquisa. Não adianta apenas ter o recurso, é preciso conscientização na hora de usar e preparação do corpo docente”, destaca o diretor da instituição de ensino e professor, Arnaldo Piloto.
“Sou a favor do uso de tablets na escola, mas não sem destacar que eles precisam ser utilizados de maneira inteligente. Não se trata apenas de usar uma nova tecnologia. O trabalho da escola deve ser envolvê-la em seu projeto pedagógico e determinar objetivos claros para a ferramenta”, acrescenta a professora do ensino fundamental, Edna Aparecida Barbosa.
Já o estudante de 15 anos, Lucas Cartacho, acredita que nos dias de hoje o tablet não vem para somar com a educação, “os alunos não estão preparados para ficar com esse tipo de equipamento na sala de aula. Assim como já acontece com os celulares, os tablets seriam utilizados para jogar ou navegar na internet, e não para o acesso ao conteúdo didático.”
De acordo com a professora universitária e doutora em Comunicação, Luzia Yamashita Deliberador, as crianças têm muita facilidade com a tecnologia, mas isso não quer dizer que elas vão utilizar esse instrumento a favor do aprendizado. “Sou da geração dos livros, onde folheamos a página e paramos para refletir sobre o conteúdo. A leitura online é mais rápida, o que às vezes a torna superficial. Para a inserção do tablet na educação, antes de tudo é preciso preparar a escola, o professor e o aluno, para receber esta novidade. É uma mudança que me preocupa muito.”
 Conteúdo
A grande maioria das editoras ainda está apenas planejando lançar livros didáticos para tablets, o que por enquanto torna inviável uma substituição do material didático impresso por conteúdo digital em grande escala.
Porém, a adoção imediata pelas escolas incentivaria as editoras a acelerar lançamentos de livros didáticos para esses equipamentos, e assim não perder mercado para as concorrentes que se anteciparem na digitalização de conteúdos.
 Professores
Com a implementação antecipada dos tablets, as escolas serão obrigadas a investir rapidamente na formação do corpo docente para que os professores aprendam a aplicar as novas tecnologias em sala de aula, melhorem a qualidade do ensino e consigam envolver e motivar os alunos, incrementando o aprendizado na medida em que conquistem seu interesse para um conteúdo mais interativo, dinâmico e atraente.
Uma pesquisa divulgada pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) revelou que 75% dos professores da rede pública dependem principalmente de contatos informais para buscar aprimoramento sobre tecnologia aplicada à educação. Em outras palavras, não há orientação formal. O docente depende principalmente de sua motivação pessoal e da ajuda de colegas para aprender algo sobre o uso do computador e da web.
Reaproveitamento
Todos os anos as editoras enviam livros impressos para que os professores os avaliem e  escolham com quais querem trabalhar no próximo ano letivo. Os livros são sempre atualizados para novas edições e não podem ser reutilizados, sendo destinados, apenas e eventualmente, para reciclagem.
Na medida em que lançarem livros para tablets, as editoras serão forçadas a cobrar apenas pelas atualizações e não mais pelos relançamentos das edições que trazem conteúdos muito semelhantes aos das edições anteriores. Os conteúdos baixados nos tablets serão 100% reaproveitáveis e terão que ser cada vez mais inovadores, interativos e divertidos para entreter os estudantes. Por mais este motivo, quanto mais rápido o mercado editorial começar a desenvolver materiais em formato digital, melhor será. Se as escolas incentivarem o uso dos tablets, as editoras serão obrigadas a embarcar na digitalização.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Com tablets, mas sem professores


Por Vinicius Bropé, do Porvir
Crianças que nunca tiveram contato com nenhuma palavra tentam aprender a ler sem a instrução de um professor.
Com mais de 100 milhões de crianças sem acesso à escola, a One Laptop per Child, organização voltada à educação que leva laptops e tablets para países em desenvolvimento, executou um experimento polêmico na Etiópia. A iniciativa, que contou com o uso de tablets movidos a energia solar, foi implantada com o objetivo de observar se crianças analfabetas, sem exposição prévia a palavras, são capazes de aprender a ler sozinhas experimentando os aplicativos, jogos, e-books e desenhos animados. Mas como sozinhas? Exatamente isso. O material foi entregue sem nenhuma instrução ou auxílio de professores.
A experiência foi realizada com cerca de 40 crianças em duas vilas rurais isoladas, a 250 km da capital Adis Abeba. Uma das aldeias, chamada de Wonchi, fica na borda de uma cratera vulcânica, numa altitude de mais de 3.000 metros. De acordo com Nicholas Negroponte, fundador da One Laptop per Child, as crianças que receberam o tablet – que nunca haviam visto nem sequer um material impresso, como sinais de trânsito ou embalagens –, levaram cerca de quatro minutos para descobrir como abrir as caixas e ligar os dispositivos. “Eu pensei que eles fossem brincar com as caixas. Dentro de duas semanas, eles estavam cantando canções do alfabeto pela aldeia e em cinco meses já haviam invadido o sistema operacional”, disse Negroponte em entrevista ao Technology Review.
Em apenas duas semanas, eles descobriram como burlar o sistema para ativar a função de câmera e personalizar a área de trabalho. Já na terceira semana, cada criança usava 47 aplicativos todos os dias. “As crianças tinham personalizado totalmente a área de trabalho. Nós havíamos instalado um software para impedi-los de fazer isso”, disse Ed McNierney, diretor de tecnologia da organização.
Um técnico visitou as aldeias uma vez por semana para trocar os cartões de memória para que os pesquisadores pudessem estudar como foram utilizados. Depois de sete meses, além de dominar completamente a utilização e a recarga dos aparelhos, algumas das crianças conseguiam até mesmo recitar palavras. Um dos garotos, exposto a um jogo de alfabetização com imagens de animais, abriu um programa de pintura e escreveu a palavra “leão”, por exemplo. “Se eles podem aprender a ler, então eles podem ler para aprender”, diz Negroponte. Veja vídeo gravado durante o experimento.
A pesquisa lembra um outro estudo que ficou bem famoso e ajudou em pesquisas educacionais, o do indiano Sugatra Mitra, que deixou computadores em 1999 em uma aldeia indiana sem nenhum tipo de instrução. Ao voltar, tempos depois, encontrou crianças e jovens manipulando o equipamento sem dificuldades. Apesar da semelhança e dos achados positivos, a pesquisa vem sendo questionada. “Independentemente do sucesso do projeto, o conceito vai contra alguns dos lemas dos defensores da ed-tech, como o fato de que tecnologia é apenas uma ferramenta que deve ser incorporada de maneira racional e com a instrução de um profissional”, afirma Katie Ash, articulista especializada em educação na EdWeek. McNierney, no entanto, rebate. “O que podemos fazer por estes 100 milhões de crianças em todo o mundo que não vão para a escola?”, questiona. ”Podemos dar-lhes ferramentas para ler e aprender, sem ter que fornecer escolas, professores, livros didáticos e tudo isso?” E você, o que acha?
Com informações da Edweek e Technology Review.
*Fazem parte do Redação na Rua os sites Catraca LivreGuia de EmpregosPortal AprendizPorvirVilaMundo.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Como o leitor se torna leitor?

Como o leitor se torna leitor? é o título da dissertação de Mestrado em Linguística Aplicada, da Universidade Estadual de Maringá (UEM), de autoria de Ilda Souza (2000), sob orientação do professor Dr. Renilson José Menegassi, que traz  excelentes reflexões teóricas, juntamente com uma pesquisa de campo realizada com alunos de escolas privadas e públicas, na faixa etária de quinze a vinte anos, a fim de verificar como sujeitos-leitores assíduos e autônomos criam o hábito de ler e o gosto pela leitura.
Os resultados demonstraram que 1) “o nível de escolaridade dos pais, em si, não é fator decisivo na formação do leitor,  nem a quantidade de livros e revistas que possuem. Mas, o hábito de ler e de discutir sobre as leituras em casa antecipam, nos sujeitos, a formação do gosto pela leitura e do hábito de ler”; 2) “professores leitores exercem grande influência na formação de leitores” e 3) “o meio social, ou seja, a relação com amigos, determinante, quando a família e a escola não cumpre o seu papel”. “Estes resultados levaram a concluir que só os leitores são capazes de formar leitores”.

A formação do gosto pela leitura e do hábito da leitura, entre outros fatores, acontece a partir das leituras e discussões feitas em casa com os familiares
A pesquisadora aponta às seguintes sugestões para que as escolas aumentem o número de leitores assíduos e autônomos:
1)      Em primeiro lugar, para formar leitores é preciso dar condições para que os professores sejam leitores. Embora isto não dê para ser resolvido completa e uniformemente no âmbito da escola pública, é preciso ser lembrado;
2)      A escola deve promover sessões de estudo e facilitar a participação de todos os professores, a fim de que leiam os Parâmetros Curriculares Nacionais, bem como a bibliografia utilizada na sua elaboração;
3)      Elaborar projetos de leitura que envolvam todas as disciplinas do currículo;
4)      Valorizar a biblioteca como espaço pedagógico imprescindível para a construção do conhecimento científico e estético;
5)      Instrumentalizar o aluno para leitura dos textos que são veiculados na sala de aula, dos mais simples aos mais complexos;
6)      Variar a tipologia textual, para que o aluno possa ter a oportunidade de descobrir qual tipo de leitura que lhe é mais agradável e para ampliar seu quadro de referência textual e seu imaginário.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Pesquisa ajuda a definir comunidades de aprendizagem


As comunidades de aprendizagem, um movimento crescente no mundo que envolve escolas de toda a Espanha, já cruzou o oceano e chegou ao Brasil e ao Chile, são o centro de uma pesquisa realizada numa parceria entre oNiase (Núcleo de Investigaçao e Ação Social e Educativa), da UFSCar, e oInstituto Natura. Durante meses, pesquisadores fizeram uma revisão teórica de termos importantes para entender o conceito, visitaram e interagiram com duas experiências brasileiras bem sucedidas, o Instituto Chapada (BA) e a escola municipal Bom Princípio (PI), na tentativa de localizar os pontos que se repetem e fazem dessas comunidades uma comudade de aprendizagem e os que as afastam desse modelo. A pesquisa, que acaba de ser concluída, ainda não tem data para publicação, mas alguns detalhes já foram revelados.

De acordo com Roseli de Mello, pesquisadora que vem desenvolvendo o conceito no Brasil desde 2003, dois pontos costumam estar sempre presentes: “as comunidades de aprendizagem são aquelas onde há diversificação de interações e atividades e intensificação dos tempos de aprendizagem”. Trocando em miúdos, por “diversificação de interações e atividades” entenda-se a participação de vários atores nos processos educativos – pais e comunidade, além de professores e alunos – em situações de troca que extrapolam as salas de aula, como em atividades e oficinas para as famílias. Já por “intensificação dos tempos de aprendizagem” leia-se o aumento das oportunidades de acesso ao conhecimento na comunidade.
Ao avaliar o Instituto Chapada, que trabalha com a capacitação de alfabetizadores e acaba trazendo, para as redes participantes, bons resultados de letramento nos anos iniciais do aprendizado, e a Bom Princípio, uma escola em área rural no Piauí com índices muito altos nas avaliações oficiais do governo, os pesquisadores encontraram pontos que se repetiam e os locais, que diferiam em cada experiência. Um ponto universal, diz Roseli, é a participação da comunidade nos processos de aprendizagem e avaliação. A forma como ela é trabalhada, no entanto, é diferente em cada uma. Por exemplo: existem escolas que não fecham no fim de semana, já outras organizam atividades para os pais no contraturno.
Paralelamente ao trabalho realizado in loco, uma equipe do Niase se dedicou a explorar o conceito de redes e comunidade, tomando emprestadas formulações das ciências sociais, econômicas e da comunicação. Com o suporte teórico, outra equipe foi a campo verificar se as duas experiências apresentavam três características que devem estar presentes em comunidades de aprendizagem: eficácia, coesão e equidade. Para tanto, colheram depoimentos de pessoas-chave em cada um dos projetos, foram provocadas discussões orientadas sobre determinados temas e a comunidade apontou atividades para serem observadas que mais bem definiam as iniciativas.
Pela lógica adotada, as escolas seriam consideradas eficazes se registrassem aprendizagem adequada dos conteúdos e das habilidades; coesa se houvesse baixo índice de conflitividade entre os atores envolvidos nos processos educativos e capacidade de estabelecer projetos comuns; já a equidade tem estreita relação com o acesso ao conhecimento independentemente da origem social.
Ao analisar o volume de dados levantados com a comunidade, os pesquisadores consideraram as duas iniciativas como bem sucedidas nos três itens. Em ambos os casos, a comunidade tinha uma visão muito positiva do trabalho do qual faziam parte e tinham sugestões para melhorar os pontos que tinham como críticos. Com esse material, a pesquisa traz como resultado pontos que o Instituto Chapada e a Bom Princípio podem apresentar de recomendação para outras escolas, como trabalho em rede e foco no aprendizado. “É preciso produzir conhecimento sobre evidências a respeito de elementos transformadores e obstáculos a serem superados, produzindo-se recomendações para mudanças de realidade. O importante é localizar o que é transformador e universal”, disseram os pesquisadores.
Passo a passo
Além da pesquisa, que teve um caráter de investigação de projetos já em andamento, o Niase também leva a proposta da comunidade de aprendizagem para outras escolas, como o que ocorreu em escolas de São Carlos, e implantam a metodologia em oito fases: sensibilização, tomada de decisão, sonhos, seleção de prioridades, planejamento, investigação, formação e avaliação.

Dependendo das circunstâncias que cada unidade escolar vive, o passo a passo de implantação pode ser adaptado, mas, no geral, os pesquisadores vão até as instituições, pesquisam o contexto local e apresentam a metodologia. Voltam cerca de um mês depois para saber se a comunidade concordou em participar. Na sequência, vem a fase dos sonhos, em que todos os atores da comunidade são ouvidos e devem dizer o que eles gostariam de mudar – aqui vale desde espaço físico, currículo ou até merenda. Depois, a partir dos recursos que se têm disponíveis, seleciona-se o que deverá ser feito primeiro a partir de um plano de transformação. Na etapa da investigação, procura-se fomentar a aceleração das aprendizagens com a ajuda, quando necessário, de voluntários. Paralelamente a tudo isso ocorre a fase de formação, em que a comunidade é capacitada a entender e trabalhar o conceito. Por fim, vem a etapa de avaliação.


segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Pesquisa revela tendências do noticiário sobre racismo


Os jornais brasileiros debatem sobre a problemática do racismo, mas negligenciam a relação entre esta violência simbólica e o quadro de homicídios que vitima, principalmente, a população negra no País. A avaliação consta da pesquisa Imprensa e racismo: uma análise das tendências da cobertura jornalística, lançada dia 14/12 pela ANDI – Comunicação e Direitos, com apoio da Fundação Ford e da Fundação W. K. Kellogg.

A análise incidiu sobre 54 periódicos impressos das cinco regiões do Brasil, durante o período de 2007 a 2010, e identificou algumas peculiaridades no tratamento editorial dispensado à cobertura sobre a temática. Dentre elas, “a clara desvinculação entre as violências físicas praticadas contra a população negra e o debate sobre seu contexto primordial de produção – ou seja, o racismo”.

OUTRAS TENDÊNCIAS – A pesquisa, que evidencia também perspectivas positivas da cobertura, sublinha que, não obstante essa grave lacuna, “o noticiário sobre racismo é tecnicamente superior a muitas das coberturas analisadas ao longo dos anos pela ANDI”. Diferentemente das narrativas sobre violências físicas, por exemplo, a maioria dos textos sobre racismo é contextualizada, reunindo elementos importantes à compreensão da problemática.

“Não significa dizer que o noticiário seja predominantemente favorável aos mecanismos de enfrentamento ao racismo” – alertam os pesquisadores. Destoando de outras coberturas temáticas avaliadas pela organização, esse tipo de texto é permeado por um volume significativo de conteúdos opinativos. E a maioria desses espaços, considerados “nobres”, comporta posicionamento contrário ao sistema de cotas raciais, por exemplo.

Outra das conclusões do estudo refere-se ao desempenho quantitativo dos veículos analisados. De acordo com os pesquisadores, “contrariando a tendência geral da cobertura, e diferentemente do verificado nas séries histórias da ANDI, é um veículo regional/local que vem puxando o debate sobre racismo no País”: o jornal A Tarde (BA), seguido por um meio de comunicação de alcance nacional (O Estado de S.Paulo).

FICHA TÉCNICA
Título: Imprensa e racismo: uma análise das tendências da cobertura jornalística
Realização: ANDI – Comunicação e Direitos
Apoio: Fundação Ford e Fundação W. K. Kellogg
Disponível em: Resumo executivo e Íntegra da pesquisa


Fonte: ANDI Comunicação e Direitos

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Redes sociais não são vilãs da internet, defendem psicólogos


Redes Sociais
Leonardo Pereira

Pesquisas e reportagens sobre os males causados pelo uso desenfreado deredes sociais surgem a toda semana; há poucos dias, o próprio Facebook, ao se comparar a um bolo,advertiu que doce demais faz mal, e de tempos em tempos aparece alguma consultoria dizendo que esses sites são como drogas. Mas será que são tão ruins assim? Afinal, mais de 1 bilhão de pessoas usam o Facebook ao redor do mundo, o Twitterpassou dos 500 milhões e outros serviços do gênero caminham para alcançar números semelhantes.

Um dos principais pontos que as plataformas virtuais têm a seu favor é o fator social, a coragem que proporcionam aos seus usuários. Muitas vezes o sujeito é tímido demais para se socializar, e redes como Facebook, Orkut, Twitter dão um empurrão. Esses sites, diz a psicóloga Luciana Ruffo, do Núcleo de Pesquisa da Psicologia em Informática da PUC-SP, criam "a possibilidade de aproximar pessoas e fazer com que elas pertençam a um grupo e, muitas vezes, ajudam-nas a encontrar apoio numa hora difícil".

As redes sociais não geram nada nas pessoas, elas servem apenas como facilitador ou impulsionador do que cada um já é. Tanto que não há uma doença diretamente associada à internet; mesmo o vício na rede é tratado como algo à parte, pois aquela pessoa na verdade já tinha propensão a sofrer algum distúrbio. Da mesma forma, não há tratamentos oficiais em que se recomenda o uso da rede para curar um desvio - existem apenas estudos sobre o tema.

Segundo a psicóloga Andrea Jotta, também da PUC, há no ambiente virtual uma "intensificação", por isso, embora seja comum os internautas tentarem montar uma personalidade positiva, é difícil fugir de quem se é na vida real. "Se eu tenho como característica algo mais amargo, é comum que meus comentários na internet sejam mais ácidos", conta. "Na rede social é mais difícil esconder o que é natural em você."

A psicóloga Dora Sampaio Góes, do Grupo de Dependência de Internet do Ambulatório de Transtornos do Impulso (que faz parte do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo), conta que o problema começa quando ocorre a substituição do mundo real pelo virtual: se a pessoa tenta diminuir o uso da web e não consegue, se tem mais amigos virtuais do que reais, deixa de ter uma vida cotidiana - se encontrar com amigos, fazer refeições, passear etc.

Mas até chegar a este ponto, a própria rede ajuda, pois escancara os rastros de cada um. O Facebook é o melhor exemplo disso por conta da linha do tempo, pela qual é possível olhar para trás e, se for o caso, identificar algum problema. Luciana adverte, no entanto, que só o vício pequeno dá condições de resolução própria: "Quando uma pessoa percebe que faz um uso excessivo e consegue parar, significa que aquilo não é patológico."

Outro recurso favorável são os aplicativos e jogos, que por trás dos objetivos óbvios ligados a entrenimento acabam servindo também como ferramentas de aproximação de pessoas. Dois internautas que não têm nada a ver um com o outro se encontram naquele ambiente por terem um FarmVille ou um Angry Birds em comum.

"Além disso", complementa Andrea, "nessas redes em que o foco é o humano [Facebook, Orkut, Google+], as pessoas possuem um perfil com fotos, situações, amigos que tinha pelos últimos 10 anos... Isso ajuda o ser humano a se sentir integral, você consegue ver as mudanças - ou falta delas - de uma forma mais linear, não fragmentada."

As redes sociais não dependem da web, elas são criadas a partir do momento em que pessoas estão presentes. Por isso, a internet é só um passo adiante, mas ajuda no treinamento comportamental por funcionar como encurtadora de distâncias e por gerar diversas facilidades. A recomendação para não encontrar as mazelas das plataformas é moderar sempre; Dora disse que o problema mais grave é a perda de controle, então o Facebook, ao se comparar com um bolo, teria acertado em cheio. "Essa é a ideia", apontou a psicóloga. "Tem de servir a nosso favor, não nos transformar em escravos."


Fonte: Olha Digital 09/11/2012 (http://olhardigital.uol.com.br/jovem/redes_sociais/noticias/redes-sociais-nao-sao-as-vilas-da-internet,-defendem-psicologos)

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Celular e TV ajudam a alfabetizar na Índia, na Suíça e no Brasil


SÃO PAULO — A popularização dos televisores e dos telefones celulares, disponíveis a quase dois terços da população mundial, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), começa a ser explorada como arma de combate ao analfabetismo funcional.


Na Índia, por exemplo, um método desenvolvido pelo professor Brij Kothari, do Indian Institute of Management (IIM), tem ajudado jovens e adultos com pouco acesso a livros e revistas a desenvolverem a leitura e a escrita.

Na Europa, um programa educacional criado pela suíça Ursula Suter tem contribuído na qualificação profissional de desempregados e moradores de ambientes rurais.

O maior acesso à tecnologia também começa a ser explorado no Brasil, onde o matemático José Luis Poli trabalha num aplicativo eletrônico para o combate à evasão escolar.

A dificuldade na leitura e interpretação de textos, que atinge aproximadamente 24% da população mundial, tem representado um obstáculo para o crescimento econômico de países desenvolvidos e emergentes, sobretudo por conta da escassez de mão de obra qualificada.

Uma pesquisa do Instituto Global McKinsey, realizada em 70 países, avalia que, nos próximos 20 anos, a falta de mão de obra pode levar à estagnação da economia mundial.

No Brasil, onde 20,3% da população apresentam algum grau de analfabetismo funcional, a escassez de trabalhadores qualificados produziu o aumento, no primeiro trimestre deste ano, do número de autorizações de trabalho concedidas a estrangeiros.

— Estudos mostram que a leitura voluntária melhora as notas escolares e, consequentemente, a performance do aluno para atender às demandas profissionais — explica o alemão Juergen Boos, diretor da Feira de Frankfurt, um dos principais fóruns mundiais de discussão sobre educação.

Uma das soluções encontradas para combater o analfabetismo funcional foi desenvolvida na Índia, que adotou um método chamado Same Language Subtitling (SLS), criado por Brij Kothari, fundador da entidade sem fins lucrativos PlanetRead.

O programa insere legendas, no idioma hindi, em atrações e filmes transmitidos pela televisão indiana, um dos meios de comunicação mais populares no país. A estratégia é fazer com que pessoas com um nível de alfabetização baixo associem a fonética das palavras com sua grafia, o que, na avaliação do professor indiano, leva a um “aprendizado automático”.

O procedimento é oferecido hoje a cerca de 150 milhões de pessoas em instituições de ensino indianas e por meio da rede pública de televisão Doordarshan, que, desde 2006, adotou a legenda em algumas atrações.

Outro método que vem obtendo êxito é o desenvolvido pela educadora Ursula Suter, fundadora do empreendimento social Avallain AG. Com o objetivo de reduzir o analfabetismo funcional na Irlanda, país onde 25% dos adultos apresentam dificuldades de leitura, a professora suíça criou uma plataforma on-line, com atividades lúdicas, na qual os usuários treinam a compreensão e a escrita em situações do dia a dia, como numa entrevista de emprego ou em compras no supermercado.

O programa, inserido na proposta de e-learning, com apoio do governo irlandês, já formou 54.741 leitores, muitos deles desempregados e moradores de ambientes rurais. Com os bons resultados, o método já foi exportado para Alemanha (382.250), Turquia (4 mil) e Quênia (200).

— Com o maior acesso a computadores e celulares, é possível superar barreiras no processo de alfabetização de jovens adultos. A falta de opções de transporte público, a falta de tempo e a timidez afastavam as pessoas das escolas de formação. Em casa, no entanto, na frente do computador, o aprendizado é confidencial, e as pessoas conseguem encontrar tempo para exercitar a leitura e a escrita — avalia Ursula Suter.

No Brasil, onde 72% da população têm telefone celular, o matemático José Luis Poli trabalha num programa para smartphones que oferece atividades de leitura e escrita para crianças e adultos. O aplicativo, em fase de teste, conterá 4.800 exercícios de português, matemática e ciências.

O matemático pretende, numa segunda fase, oferecer cursos profissionalizantes por meio do celular. O projeto educacional tem sido testado em escolas no interior de São Paulo com crianças, adultos e portadores de necessidades especiais. Em 2013, Poli quer testar o aplicativo com 5 mil pessoas de todo o país. No ano seguinte, tentará apresentar o método educacional ao governo federal.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

O poder educativo das imagens

Gravuras muitas vezes ignoradas são capazes de estimular o raciocínio, a leitura e até a escrita durante as aulas 

Imagens não devem ficar restritas às aulas de Artes. Aquela foto em um livro de História ou Geografia é muito mais útil para o aprendizado de estudantes do ensino fundamental do que se imagina. Se bem discutido e interpretado, esse tipo de material ajuda a desenvolver o raciocínio e estimula a leitura e a produção de textos. Conhecida como leitura de imagem, a atividade faz com que as figuras deixem de ser percebidas como mera ilustração e sejam aproveitadas como recurso pedagógico.

Segundo a professora de Literatura da Universidade Federal do Pa­ra­­ná (UFPR) Marta Morais da Cos­­ta, a lin­­­­guagem visual tem um ritmo pró­­­­prio. Muitos aspectos podem ser analisados nela, como enquadramento, cores, formas, proporção, perspectiva e o que foi destacado. “Uma árvore é mais do que uma paisagem. Pode representar, por exemplo, abrigo ou destruição. Tudo isso tem um significado que precisa ser interpretado pelo aluno.”
Em casa
A partir de livros infantis, os pais também podem estimular os filhos a debaterem sobre as imagens, perguntando o que eles imaginam a partir do que veem. Confira alguns livros:
- Onde vivem os monstros, de Maurice Sendak. Editora Cosac Naify.
- Willy e Hugo, de Anthony Browne. Editora Martins Fontes.
- Willy, o mágico, de Anthony Browne. Editora Martins Fontes.
- Toupi Toca, de David MacPhail. Editora Globo.
Fonte: Yara Amaral, diretora do colégio Projeto 21.
Abrangência
Atividades com figuras são possíveis em diversas disciplinas
Em algumas escolas de Curitiba, a leitura de imagens consegue sair dos planos pedagógicos e ser praticada no dia a dia da sala de aula. Na Escola Anjo da Guarda, por exemplo, livros com figuras – de arte ou não – são deixados no pátio, durante o recreio, para a livre consulta das crianças. Elas podem folheá-los e discutir com os professores.
A diretora pedagógica, Luci Serricchio, conta que, em todas as aulas de Artes, os professores começam as atividades pedindo que os alunos analisem uma imagem. Da mesma forma, docentes de Literatura usam fotografias de jornais e revistas para praticar a interpretação.
No colégio Projeto 21, a interpretação de imagens faz parte das aulas de Filosofia da professora Flaviana Lima. É comum os alunos terem de analisar imagens e escrever uma redação sobre o que foi possível perceber e imaginar diante daquela figura. “A proposta é escrever, construir ideias. Não descrever simplesmente a partir de mera observação”, diz a diretora Yara Amaral. (AS)
Compartilhe a sua experiência
Como você contribui para o desenvolvimento intelectual de seu filho? Imagens fazem parte da sua estratégia?
As cartas selecionadas serão publicadas na Coluna do Leitor.
Entretanto, cabe ao professor esse papel. Para se chegar a um resultado, é preciso que ele estimule o debate da imagem em sala de aula, independentemente da disciplina. Em aulas de História, Geografia, Ciências e Português, por exemplo, a tarefa é mais fácil. Mas, até as figuras dos livros de Matemática podem trazer um significado.
Esse tipo de recurso é bastante usado na pré-escola, antes de a criança ser alfabetizada, já que o contato visual é o primeiro estímulo que a criança tem e é a forma de adquirirem habilidades pré-linguísticas. Porém, embora a leitura de imagens esteja prevista nas diretrizes curriculares do ensino fundamental, especialistas e pedagogos são unânimes em dizer que poucos professores estão preparados para conduzir a atividade com qualidade.
O que muitos ainda estão acostumados a fazer é uma leitura formal das figuras, sem explorar suas várias possibilidades e provocar os alunos a perceberem outros sentidos em tudo o que veem. Como a imagem é mais fácil de ser lida, ela chama mais a atenção do estudante e pode ser a porta de entrada para a leitura de textos, até maiores e mais complexos.
Apelo estético
É mais comum nas escolas a análise de imagens de arte por causa do apelo estético, embora todo e qualquer tipo de figura possa e deva ser analisado. Foi a partir dessa constatação que a professora de Artes Visuais da Universidade de Caxias do Sul (UCS) Maria Elena Rossi criou a coleção de livros didáticos As Imagens Falam, que traz um conjunto de 160 imagens de todos os tipos ao final de cada volume para que o professor estimule os alunos a analisá-las.
“Até os 12 ou 13 anos todos percebem as figuras da mesma forma. Com a mesma leitura ingênua. Conforme consolidam sua formação cultural e conhecimento de mundo, mudam a forma de ver. Se estimulados corretamente, conseguem perceber mais características, o que aumenta a perspicácia, atenção e a capacidade descritiva”, explica.
Auxílio na superação de dificuldades
Adriana Czelusniak
As figuras também são um recurso importante no processo de ensino de crianças que têm alguma dificuldade de aprendizagem. Várias abordagens da pedagogia e da psicologia baseiam-se em ilustrações e quadros de rotina com imagens. Esses materiais enriquecem e possibilitam o aprendizado de estudantes com diferentes diagnósticos, como o Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), dislexia, autismo e outros distúrbios que interferem na comunicação.
No caso do TDAH, os recursos visuais são fundamentais, pois facilitam o entendimento e trazem aspectos mais atrativos para o conteúdo. “Essas crianças tendem a se distrair com muita facilidade. O uso de ilustrações para a transmissão do conteúdo pode prender mais a atenção delas, assim, o nível de concentração também aumenta”, explica a psicopedagoga Priscilla Santana Van Kan.
Segundo Priscila, quando o estudante apresenta dislexia e tem muita dificuldade para ler e escrever, as figuras o ajudam a compreender melhor sem depender tanto da linguagem escrita. “Aí ela verbaliza e, dependendo do grau de dificuldade, a escola pode colocar a prova oral como adaptação curricular para a criança. Estudar e aprender não são só leitura. Cada vez mais as próprias crianças precisam dos recursos visuais”, diz.
Pessoas com diagnóstico de autismo têm déficit na linguagem, mas boa parte delas tem memória e percepção visual bem apuradas. Essa característica faz com que métodos que usam figuras, como o Teach e PECs, sejam um importante canal de comunicação e ensino. “Os métodos usam uma habilidade que elas têm para compensar e estimular áreas deficitárias”, diz a psicóloga Manuela Christ Lemos.
Fonte: Jornal Gazeta do Povo (PR) / Ensino 14/08/2012

terça-feira, 31 de julho de 2012

10 coisas que a internet está mudando no seu cérebro

Você sabe qual o efeito da internet no nosso cérebro? Na era digital, a tecnologia está modificando alguns hábitos dos seres humanos.


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Crédito: Shutterstock.com



tecnologia modifica cada vez mais o nosso cotidiano. Seja na maneira de estudar ou naforma de aprender, tudo que está conectado com a internet faz parte da nossa rotina. Porém, alguns cientistas da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, começaram a notar que a internet não tem servido apenas para satisfazer as curiosidades dos nossos cérebros, mas também reestruturá-los. Então, o que exatamente a internet fazendo com nossos cérebros? Confira as 10 mudanças que a internet está fazendo com o seu cérebro:


10 coisas que a internet está mudando no seu cérebro: 


1. Memória
A internet representa o nosso disco rígido externo. Ela agora faz o papel da memória; nós não temos mais que lembrar números de telefone ou endereços. Precisamos apenas pegar as informações no nosso e-mail ou procurar no Google.

2. Aprendizagem
Com a internet, as crianças estão aprendendo de forma diferente. Você se lembra de todas as suas aulas de história que exigiam a memorização de datas, nomes e pequenos detalhes? As crianças não fazem mais isso. Com as bibliotecas online a memorização já não é uma parte necessária na educação. Oseducadores estão começando a entender que a informação está chegando cada vez mais rápido, e a memorização de certos fatos desperdiça o poder do cérebro de manter informações mais importantes.

3. Atenção
Alguma vez você já atualizou seu Facebook enquanto ouvia música e mandava mensagens de texto? Se isso acontece com frequência você já experimentou o fenômeno da atenção parcial e o seu impacto sobre o cérebro. O que ainda não se descobriu sobre a atenção parcial é se ela não passa de uma distração ou uma adaptação do cérebro para o fluxo constante de estímulos.

4. Pesquisas
As pessoas estão ficando cada vez melhores na busca de informações. Embora não possamos lembrar de tudo, estamos melhorando a capacidade de encontrar as informações que precisamos. Isso acontece porque os recursos intelectuais usados para reter fatos e informações já está se adaptando às novas tecnologias e se tornando altamente qualificado em lembrar onde se pode encontrar as coisas.

5. Aumento do Q.I
Na era da tecnologia, jogosvídeos e redes sociais o grande questionamento dos pesquisadores é: as novas tecnologias estão deixando os nossos cérebros mais esquecidos? Pelo contrário, depois do surgimento de novas tecnologias como TwitterFacebook e Google, estamos ficando mais espertos e adquirindo novas habilidades. O QI está aumentando ao longo do tempo.

6. Concentração
Com a quantidade de informações em pouco tempo, a nossa concentração está sofrendo. Está cada vez mais difícil fazer uma leitura profunda sem usar a internet ou mexer no celular. Nosso tempo online é tão grande que quando paramos para fazer uma leitura mais complexa o cérebro se desinteressa e não se concentra na atividade.

7. Relevância
Com tanta informação disponível na internet, os cérebros já estão se adaptando a seleção de conteúdo por relevância. Cabe aos leitores e consumidores de informações determinar o que é relevante e confiável. Com a prática os cérebros estão ficando cada vez melhores nessa tarefa.

8. Vício
O ser humano está cada vez mais fisicamente viciado em tecnologia. Mesmo depois de desligar, muitos usuários da internet sentem desejo pela a estimulação recebida dos gadgets. E a necessidade de estar conectado é crescente.

9. Distração
Em vez de se concentrar em tarefas importantes ou pesquisar informações para uma boa utilização, o cérebro está distraído com e-mails, redes sociais, e outras tentações da internet.

10. Pensamento criativo
Alguns especialistas acreditam que a memorização é fundamental para a criatividade, só que com a perda da memória o pensamento criativo fica comprometido. Embora a criatividade tenha aumentado com o uso da tecnologia, o pensamento criativo deve ser feito de novas e diferentes maneiras.


Fonte: Portal Universia Brasil 20/07/2012


Sobre o mesmo assunto, que tal outra posição, para você ler e refletir?
Artigo 'Net pode estupidificar o cérebro'http://www.ver.pt/conteudos/verArtigo.aspx?id=987&a=Geral
Dica de leitura de Helena Oliveira!

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Todos Pela Educação, Inep e Fundação Itaú Social convidam jornalistas para encontro sobre Prova Brasil e Ideb

Às vésperas da divulgação dos novos resultados da Prova Brasil e do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), o TodosPela Educação, em parceria com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e a Fundação Itaú Social, promove no próximo dia 2 de agosto, das 9h00 às 12h30, em São Paulo, o Educação em Pauta, encontro entre especialistas e jornalistas para o debate deste importante tema.
O objetivo do encontro é auxiliar a cobertura jornalística da próxima divulgação de resultados, prevista para a primeira quinzena de agosto. Para tal, foram convidados Clara Etiene Lima de Souza, coordenadora-geral do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica da DAEB/Inep, que apresentará a metodologia da Prova Brasil, e o Prof. Carlos Eduardo Moreno Sampaio, diretor de Estatísticas da Educação Básica da DEED/Inep, que explicará a composição do Ideb.
Na sequência, Prof. Marcio da Costa, do Grupo de Estudos e Pesquisas dos Sistemas Educacionais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), falará sobre possibilidades de uso dos resultados.
Mais informações: Camilla Salmazi - camilla@todospelaeducacao.org.br / 11 31455377 r.105

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Pesquisa mostra que jovens americanos lêem notícias em dispositivos móveis

Estes resultados, que examinaram o que os proprietários estão fazendo com seus dispositivos móveis, são a segunda parte de uma série de 10 sobre dispositivos móveis e notícias baseada em dados coletados em pesquisas.
Segundo o trabalho, 67% dos proprietários de dispositivos móveis, entre 18 e 34 anos de idade, utilizam seus equipamentos para ler notícias locais, nacionais e internacionais em uma média de cinco horas por semana. Isso se compara com 62% dos proprietários de mídia móvel de 35-54 e 58% das pessoas com 55 anos ou mais.
A pesquisa também mostrou que os proprietários de iPad, em particular, estão mais inclinados a consumir notícias com seu dispositivo móvel, salientou Poynter.
Em geral, cerca de 63% dos proprietários de dispositivos móveis assinam um meio impresso, mas essa cifra se reduz a só 26% dos entrevistados entre 18 e 34 anos.
Segundo Roger Filder, diretor do programa do RJI em sua edição digital e principal investigador da pesquisa, os dispositivos móveis como os tablets estão "fomentando novos hábitos nos meios que repercutem diretamente nas organizações de notícias a nível mundial. Os jornalistas e executivos de mídia podem se sentir estimulados ao saber que quase todas as pesquisas, incluindo esta, mostraram que ler notícias é um dos usos mais populares dos tablets, inclusive para proprietários entre 18 e 34 anos de idade".
Fonte: Blog JORNALISMO NAS AMERICAS (http://knightcenter.utexas.edu/pt-br/node/10545)

quinta-feira, 29 de março de 2012

Número de leitores caiu 9,1% no país em quatro anos, segundo pesquisa

Hábito de ler perde espaço para TV, tempo com amigos e diversão on-line.
Enquanto 24% dos brasileiros têm esse hábito, 85% costumam ver TV.


Dados da edição de 2012 da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, encomendada pela Fundação Pró-Livro e pelo Ibope Inteligência, mostram que os brasileiros estão cada vez mais trocando o hábito de ler jornais, revistas, livros e textos na internet por atividades como ver televisão, assistir a filmes em DVD, reunir-se com amigos e família e navegar na rede de computadores por diversão.
A pesquisa, divulgada nesta quarta-feira (28), revelou uma queda no número de leitores no país: de 95,6 milhões, registrada em 2007, para 88,2 milhões, com dados de 2011. O índice representa uma queda de 9,1% no universo de leitores ao mesmo tempo em que a população cresceu 2,9% neste período.
Foram entrevistadas para a pesquisa 5.012 pessoas em 315 municípios brasileiros entre 11 de junho e 3 de junho de 2011. Os entrevistadores classificam como leitores quem leu pelo menos um livro nos três meses anteriores à pesquisa. O resultado de 88,2 milhões de leitores corresponde a 50% da população total de brasileiros com 5 anos ou mais (178 milhões).
Pesquisa hábitos de leitura (Foto: Editoria de Arte/G1)
O Onúmero de entrevistados que afirmaram aos pesquisadores cultivar o hábito de ler durante o tempo livre caiu 8 pontos percentuais entre 2007 e 2011, de 36% para 24%.
No mesmo período, porém, a porcentagem de quem costuma ver televisão nas horas de lazer subiu de 77% para 85%. Vídeos e DVDs agora agora ocupam 38% das pessoas ociosas, contra 29% há quatro anos, e o hábito de navegar pela internet (mas sem de fato ler textos por prazer ou para se informar) aumentou de 18% para 24%. As reuniões com parentes e amigos também cresceu, de 31% para 44%. Os entrevistados puderam escolher mais de uma opção.
A ministra da Cultura, Ana Holanda, disse, após o lançamento da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, que é preciso incentivar a leitura nos jovens. "Trabalhando com o jovem, a gente forma o leitor para a vida toda", afirmou. Para a ministra, é preciso afastar o jovem da ideia da leitura como uma obrigação escolar. "É preciso mostrar o livro não como uma obrigação escolar, mas como uma forma de ele conhecer dimensões que estão além dele, outras vias, outras realidades", declarou.
De acordo com o diretor do Ibope Inteligência, Hélio Gastaldi, o aumento da expectativa de vida e a redução da concentração de brasileiros em idade escolar é um dos fatores causadores da diminuição de leitores. Além disso, Gastaldi afirmou que a leitura está mais pulverizada em diversos meios.
A presidente do Instituto Pró-Livro, Karine Pansa, acredita que ainda levará tempo para que o Brasil alcance níveis de leitura considerados ideais."A gente olha para países com índice de oito livros por ano. São países europeus. Isso é um futuro longo e a gente vai ter que batalhar muito por isso", disse.
Karina disse que é necessário que os professores incentivem o hábito da leitura nos alunos, já que a pesquisa os aponta como as pessoas que mais influenciam os indivíduos na hora de ler."Se você ver o prazer que o seu professor tem pela leitura, você vai se perguntar o porquê. E vai, no mínimo, ter essa inquietude de querer saber por que ele gosta tanto daquele livro", afirmou.
Perfil
Atualmente, as mulheres são maioria entre as pessoas com o hábito de ler pelo menos um livro a cada três meses (57%), e as faixas etárias que mais reúnem pessoas com o hábito de ler são entre 30 e 39 anos (16% do total), entre 5 e 10 anos (14%) e entre 18 e 24 anos (14%).
A queda do número de leitores foi apontada em todas as regiões brasileiras, com exceção do Nordeste, que ganhou um milhão de leitores entre 2007 e 2011, e onde a penetração da leitura subiu de 50% para 51%. Hoje, 29% de todos os leitores brasileiros vivem nesses estados, contra 25% em 2007. Por outro lado, no Sudeste, a penetração caiu de 59% para 50% do total da população e hoje responde por 43% do total de leitores, dois pontos percentuais a menos que na última edição da pesquisa. Nas regiões Norte, Centro-Oeste e Sul vivem 8%, 8% e 13% dos leitores brasileiros, respectivamente.
Os leitores brasileiros leram em média 1,85 livro nos três meses anteriores à pesquisa, número menor que a média de 2007 (2,4).
Os textos escolares são lidos com maior frequência: 44% dos leitores que leem esse tipo de texto o fazem todos os dias, e outros 44% afirmaram que leem textos escolares de vez em quando. O livro no formato tradicional vem perdendo espaço para os outros suportes. Os leitores de textos na internet afirmaram que têm o hábito de usar esse suporte com frequência: 38% o fazem todos os dias e 42% de vez em quando. Por outro lado, quase metade dos leitores (46%) que afirmaram ler livros em geral (ou seja, os que não são indicados pela escola, nem são jornais ou revistas) admitiram que cultivam esse hábito apenas uma vez por mês. Apenas 21% dessa faixa de entrevistados disse que lê livros em geral diariamente.
Ainda que o resultado da pesquisa mostra o enfraquecimento do hábito de leitura no país, os brasileiros se mostraram mais otimistas: 49% deles afirmou que atualmente lê mais do que no passado, e 28% admitiu que vem perdendo este costume. Outros 20% disseram que não aumentaram nem diminuíram o hobby de ler livros, jornais, revistas ou textos na internet.
Fonte: G1 - 
*Colaboraram Felipe Néri, Ana Carolina Moreno, Paulo Guilherme e Elvis Henrique Martuchelli, da editoria de Arte do G1.