Aqui você encontrará notícias, dicas de sites, cursos, músicas, eventos e atividades que estejam ligadas a projetos de Jornal e Educação e Jovens Leitores.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Alfabetização é o primeiro direito a ser garantido, diz pesquisador


Carolina Vilaverde
Da Redação do Todos Pela Educação
A alfabetização é o primeiro direito a ser garantido às crianças em fase escolar. Para tanto, segundo o professor José Francisco Soares, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), é necessário avaliar o aprendizado. "A cultura de avaliação é antes de tudo a cultura de valorizar os resultados de aprendizagem. E a aprendizagem é, hoje, a expressão do direito à Educação”, diz.
Para Soares, ainda faltam ao Brasil boas experiências do uso das avaliações para a melhoria do ensino. Por outro lado, aponta, "abundam usos artificiais dos dados, como por exemplo, para comparar escolas que, por atender alunos muito diferentes, não devem ser comparadas pelos escores brutos". Veja a entrevista que ele concedeu por e-mail ao Todos Pela Educação.
Todos Pela Educação - Qual a importância de avaliar a alfabetização das crianças?
José Francisco Soares - A alfabetização é o primeiro resultado concreto que deve ser verificado. É o primeiro direito que precisa ser garantido. Saber se isso ocorreu em uma escola, município, estado é, portanto, importante. No entanto, com uma avaliação aprendemos também importantes lições sobre os projetos de ensino das diferentes escolas.
TPE - Em sua opinião, os brasileiros estão acostumados a avaliar a qualidade da Educação?
Soares - Não. Houve durante longos anos uma militância contra o registro de resultados. Hoje mesmo, com tantas avaliações existentes, ainda faltam boas experiências de uso destes resultados para a melhoria do ensino. Por outro lado, abundam usos artificiais dos dados, como por exemplo, para comparar escolas que, por atender alunos muito diferentes, não devem ser comparadas pelos escores brutos.  Assim, ainda não está ganha entre os brasileiros a batalha por registro dos resultados da Educação.
TPE  - Qual a importância de se criar uma “cultura de avaliação”?
Soares - O Plano de Metas Compromisso Todos pela Educação, criado pelo decreto 6.094, de 24 de abril de 2007 e que faz parte do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE) tem como primeira diretriz “estabelecer como foco a aprendizagem, apontando resultados concretos a atingir”.
Os resultados na Educação Básica são, primeiramente, a alfabetização, depois as competências essenciais, incluídas na Prova Brasil e, finalmente, as competências necessárias para a inserção no trabalho e na cidadania, contempladas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

Assim sendo, a cultura de avaliação é antes de tudo a cultura de valorizar os resultados de aprendizagem. E a aprendizagem é, hoje, a expressão do direito à Educação. Neste sentido, o termo “avaliação” ajuda pouco, pois passa a impressão de que o objetivo é apenas de monitoramento. 
Fonte: Todos pela Educação/ Foto: UFMG 22/07/2011

O que é pronome pra você?


Para ensinar e aprender com bom humor, nada como as tirinhas do Calvin!

Quadrinhos na Escola

"Quadrinhos na escola" é uma aula elaborada por Virgina Maria Antunes de Jesus e publicada em 29/04/2007 no Jornal da Tarde (SP). Na época, Virginia era doutoranda de Letras na USP. Vale a pena ver de novo no link: http://www.usp.br/nce/educomjt/paginas/Quadrinhos.pdf




Dica de NCE/USP e Antônia Alves- Educomunicação

Paulus abre inscrição para Simpósio de Educação

Paulus abre inscrições em 01/09 para o 6º Simpósio de Educação. O tema é “A comunicação e a aplicação das novas tecnologias no processo educacional” e contará com o jornalista Heródoto Barbeiro, que proferirá a palestra “Educação e Comunicação: Desafios da Atualidade”, e da professora Lucia Santaella, que falará sobre os atuais desafios da educação na era da aprendizagem ubíqua. Info:www.paulus.com.br/simposio

Revista digital voltada à literatura infantil está no ar



Dica da escritora Socorro Acioli: Está no ar a Revista Emília, dedicada à literatura infantil e
juvenil: http://www.revistaemilia.com.br/ com entrevistas, artigos, resenhas e notícias
relacionadas ao universo literário infantil.

A Tarde Educação na Escola Municipal Padre José Gomes Loureiro – Relato da diretora Fabiana Costa

O programa A Tarde Educação, desenvolvido pela jornal A Tarde, em escolas da Bahia, foi implantado na Escola Municipal Padre José Gomes Loureiro há cerca de um mês. Veja o relato da diretora da escola, Fabiana Costa, sobre esse caminho inicial.


“Em proporcionar aos educandos um dia letivo diferenciado dos demais dias da semana, usamos as estratégias que pudéssemos atrair os alunos de forma prazerosa oferecendo atividades lúdicas e sócio-educativas no intuito de conquistá-los a participar ativamente destes dias, então propusermos aos alunos que disséssemos através do manuseio e descoberta do jornal  A TARDE o que temos na escola que eles  gostam e o que não gostam, usando como fontes de pesquisas as matérias do jornal”, afirma a Diretora Fabiana de Oliveira Costa..

Antes trabalhamos: O que traz o jornal A TARDE? Como usá-lo? Como é composto? Quais as  classificações que ele oferece? 



Depois, oferecemos os jornais a equipes que escolheram o que mais lhes atraia no jornal. Qual a reportagem em destaque, etc...

Por se tratar de sábado letivo temos o privilégio de ter o suplemento A TARDINHA que foi um sucesso para as crianças. Elas não sabiam que havia jornal para criança. “Tia, tem jornalzinho de criança, é? Maneiro!!”, disse um deles para a diretora.

Foram feitas leituras, observações, discussões que proporcionaram a construção dos cartazes.

Uma coisa curiosa foi que neste dia precisamente, estudávamos pássaros e a capa do A TARDINHA falava das corujas. Foi um sucesso!

Passamos a colocar todos os encartes de A TARDINHA numa pasta para colecionarmos e fazermos as leituras posteriormente.

As atividades dos sábados letivos foram assim batizadas de CURTINDO O SÁBADO NA ESCOLA".  Diretora Fabiana de Oliveira Costa


Fonte: A Tarde Educação 31/08/2011

8 de Setembro - Dia Internacional da Alfabetização

Os jornais da Associação Nacional de Jornais, especialmente aqueles que fazem parte do Programa Jornal E Educação, estão se mobilizando para no dia 8 de Setembro - Dia Internacional da Alfabetização, mostrarem em suas páginas (sites, blogs,etc) o compromisso dos jornais com o tema, com a educação e a cultura do país.
Os veículos terão anúncios criados por seus artistas ou poderão usar o anúncio padrão criado pelo PJE/ANJ a partir do cartoon criado especialmente para nós pelo artista Silvano Mello e que está lindo!!!!
Em breve, vocês verão por aqui!

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Estudantes amam tecnologia

Segundo o infográfico abaixo, 98% dos estudantes universitários possuem um dispositivo digital, 27% dizem que o item mais importante em sua mochila é o seu notebook, apenas 10% considera ser o caderno.

Falando dos hábitos dos estudantes, 3 entre 4 dizem não conseguir estudar sem auxílio de alguma tecnologia, e 46% dizem preferir ler materiais se estiverem no formato digital. Metade dos estudantes acreditam que os tablets irão substituir os livros em 5 anos.

Qual a sua opinião? Sobre o uso da tecnologia aplicada à educação?



Fonte: Blog Inovar para Educar

Alunos discutem sobre segurança nas ruas

Alunos da Escola Municipal Catarina Miró

Com o Dia Nacional do Trânsito (25/09) se aproximando, muitos educadores estão aproveitando as aulas com o jornal para conscientizar os alunos sobre a segurança nas ruas. Na Escola Municipal Catarina Miró, em Ponta Grossa (PR), as professoras Sandra Mara Schechtel e Maria Joaquina Domingues utilizaram notícias publicadas no Jornal da Manhã para iniciar um trabalho de conscientização com os alunos do 5º Ano A e B, do Ensino Fundamental. “O tema ‘Segurança no Trânsito’ faz parte dos conteúdos trabalhados na escola, mas, além disso, os alunos também acompanham o assunto através do jornal que recebem semanalmente e em outros meios de comunicação, e têm demonstrado grande interesse devido ao fato de no último trimestre colegas de turma terem perdido pais e parentes em acidentes trágicos”, explicam as educadoras.

Motivadas pelo interesse dos jovens, as professoras conseguiram trabalhar valores importantes para a convivência social, como responsabilidade, paciência e tolerância. Os estudantes também aprenderam a reconhecer e interpretar as principais formas de sinalização no trânsito, e puderam colocar em prática tudo o que aprenderam em histórias em quadrinhos. Após o trabalho, eles trocaram ideias sobre mudanças necessárias no trânsito local, pois percebem o aumento significativo dos meios de transportes na cidade e demonstraram curiosidade e interesse por soluções.

Muitos questionamentos surgiram durante os debates. Um deles foi a respeito da sinalização nas vias. “Os alunos entendem que a educação no trânsito é importante, mas o espaço também precisa ser melhor organizado. Mesmo sendo ainda crianças, eles percebem a dificuldade que seus pais encontram ao estacionar na região central, observam as ruas que ainda precisam de melhor sinalização,como as ruas estreitas na quais os carros estacionam dos dois lados, prejudicando a visibilidade de motoristas e pedestres, além de imprudência, intolerância e desrespeito, destacando assim os valores essenciais a todos os seres humanos”, esclarecem as professoras.

Fonte: Jornal da Manhã/Ponta Grossa(PR) 30/08/2011

Palavras aladas

"As minhas palavras que eu vou soltar são todas aladas, isto é, que voam pelo mundo espalhando alegrias e muito mais amor, passando por bairros, ruas, cidades, estados, capitais e países".

Wédson Alberto Aguiar Pereira, 11 anos, Crato (CE)
(Inventário do que Podia ser Bem Melhor e Será, livro resultante do 6º Concurso Ler e Escrever é Preciso - Instuituto Ecofuturo)

Escola Selma Maria Trevelin de Jesus na Folha

O repórter Hélton Souza conta um pouco de sua experiências

Desde a última quarta-feira (24/08), os alunos da escola Professora Selma Maria Trevelin de Jesus, de Araçatuba/SP tem visitado o jornal Folha da Região. As crianças foram acompanhadas por professores e tiveram a oportunidade de fazer um passeio interativo e de muito aprendizado.

Eles conversaram com repórteres, conheceram como é o dia a dia de um veículo de comunicação. É notável o interesse das crianças e houve uma grande participação durante a visita, com perguntas, dúvidas, que se tornou um grande compartilhar de experiências. (Fonte: Blog Ler para Crescer 29/08/2011)

A visita aos jornais é uma das ações que os programas de Jornal e Educação fazem. No caso acima, a visita foi organizada pelo Programa Ler para Crescer, coordenado pela jornalista Ayne Salviano.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Sobre blogs, microblogs, plataformas digitais

Artigo de Winston Sacramento - Para a RevistaPontoCom

Coordenador do Departamento de midiaeducação do NAVE
Doutorando pela PUC-Rio

Uma das críticas mais frequentes, quando analisamos as primeiras tentativas de se difundir informação via web, referia-se a suposição de que para ser veiculada em ambientes virtuais bastava que se reproduzisse a informação tal qual ela costumava aparecer nos suportes “tradicionais” – jornais, livros, revistas, folhetos. Tal suposição trazia embutida a crença de que, uma vez respeitadas as regras básicas presentes nos manuais de comunicação, não haveria muito com o que se preocupar em termos de recepção. Enfim, o que importava mesmo era o conteúdo…

Retrospectivamente, muitos avaliam que parte dessa suposição justificava-se pelos limites impostos à internet em seus primórdios. Em meados dos anos 90 a tecnologia disponível na grande rede estava longe da web 2.0 que temos hoje e, portanto, não haveria mesmo muito o que fazer diante do desenvolvimento tecnológico existente.

Hoje, num momento em que as TIC’s começam a fazer parte do universo escolar brasileiro de forma mais intensa e estruturada, corre-se o risco do mesmo tipo de erro. A suposição de que basta garantir a “migração” de conteúdos, práticas e rotinas do universo escolar presencial para o universo digital pode comprometer, significativamente, nossa capacidade de apropriação e criação de conhecimentos e saberes escolares, no contexto de uma sociedade cada vez mais imersa nas múltiplas instâncias do universo digital. Quando falamos no uso escolar das TIC’s é porque o uso fora do universo escolar vai muito bem, obrigado…

Perguntem a qualquer menino ou menina dos principais centros urbanos brasileiros sobre suas rotinas de uso dos mais variados ambientes e plataformas digitais e o que vamos encontrar, com frequência, são usuários(as) com alto grau de incorporação cotidiana desses ambientes virtuais às suas próprias vidas, tanto no plano individual quanto coletivo.

Paradoxalmente, é no uso escolar das TIC’s que continuamos “patinando”, com honrosas e raras exceções. E os estudantes são os primeiros a perceber que aqueles blogs, sites, homepages, microblogs, além das redes sociais – na maioria das vezes construídos com as melhores intenções -, são como livros, cadernos e apostilas, “disfarçados”. Não se trata de considerarmos como desnecessários os matérias didáticos produzidos até aqui. Talvez, o que precise ser feito é compreender melhor como os estudantes, particularmente os que se encontram em algum ponto da educação básica, se relacionam com o universo web.

Aprender com as rotinas, hábitos e padrões de uso socialmente desenvolvidas por esses(as) jovens pode nos dar pistas valiosas para o uso adequado e produtivo das TIC’s em termos escolares. Por trás da aparentemente caótica e desordenada sucessão de telas e links do computador de seu aluno(a), parece haver um complexo regime de uso capaz de articular, de forma combinada, os ambientes e plataformas digitais atualmente disponíveis.

Não nos parece razoável a consideração de que tais ambientes e plataformas digitais são de uso incompatível com as funções e objetivos escolares. As TIC’s tornaram-se um fenômeno de massa, o que lhes confere um grau de inevitabilidade contra o qual não parece haver sentido se opor, simplesmente por desconhecer sua lógica interna de operação. Agimos assim, em larga escala, com relação ao uso escolar da TV, do cinema, do rádio, do HQ, da calculadora…

Substituir o medo, o desconhecimento e a indiferença por experimentação, estudo e pesquisa. Didática e metodologicamente é isso que precisa ser feito com relação às TIC’s

Fonte: RevistaPontoCom

Aprendizagem baseada em problemas. Você sabe o que é? (Em inglês)

Você já ouvir falar em Aprendizagem baseada em problemas? Compartilhamos o vídeo abaixo para você.

sábado, 27 de agosto de 2011

O melhor lugar do mundo...

"Foi assim que eu descobri que vivo no melhor lugar do mundo, um lugar onde sei que estou segura. É a partir desse lugar que eu vejo o resto do mundo sorrir para mim, enquanto eu penso sobre ele da melhor forma, com os princípios de amor que eu construo com as pessoas mais especiais da minha vida".

Luíza Pereira Calumby, 15 anos, Penedo (AL)
"Inventário do que podia ser bem melhor e será", piblicação resultante do 6º Concurso Ler e Escrever é Preciso - Instituto Ecofuturo

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

O melhor lugar do mundo...

"O melhor lugar do mundo é composto de uma massa continental. Apenas uma... Regular... Simétrica. Assim, não existirão americanos, africanos, europeus, asiáticos. Só existirão amigos"

Lucas Torquato da Silva, 16 anos, Fartura/SP
'Inventário do que podia ser bem melhor e será', publicação do 6º Concurso de Redação Ler é Preciso / Ecofuturo Ler É Preciso

Lixo não!

Veja como a professora Symone Moschem, da EMEF Alto Icaraí, Pancas/ES, realizou uma atividade com seus alunos a partir da matéria "Parque vira um depósito de lixo”, publicada no jornal A GAZETA, de Vitória/ES, no dia 03/04/2011.


Você também pode criar várias atividades a partir de notícias de jornal. Inspire-se!
Objetivos:
• Entender o processo de reciclagem do lixo e sua importância.
• Perceber a necessidade da destinação correta dos resíduos.
• Conhecer o tempo de decomposição de cada material na natureza.
• Reconhecer o espaço ao redor da escola e realizar ações de combate à sua degradação.


Desenvolvimento:
• Apresentação do jornal A GAZETA como fonte de pesquisa e informação, sondando o nível de conhecimento dos alunos sobre ele.
• Leitura e debate da matéria “Parque vira um depósito de lixo”, publicada no jornal A GAZETA de 03/04/2011.
• Exploração de anúncios relacionados ao tema em questão.
• Produção de cartazes com frases e imagens de jornal relacionados à temática do lixo.
• Coleta de lixo ao redor da escola.
• Roda de debate para socialização de experiências.
• Criação de uma tabela com o tempo de decomposição de cada elemento na natureza.
• Leitura e produção de textos sobre o assunto.
• Produção de cálculos envolvendo a tabela de tempo de decomposição do lixo.
• Apresentação do processo de reciclagem, produzindo cartazes.
• Reutilização de alguns objetos considerados lixo.


Comentário:
“Foi muito bom desenvolver esse tema com a turma. Houve participação, colaboração e conscientização para a mudança de hábito dos alunos e familiares. Todas as propostas foram idealizadas pelos próprios alunos. O resultado foi um sucesso!
Professora: Symone Moschem
Escola: EMEF Alto Icaraí
Série: 1º e 3º anos
Município: Pancas

Nossa Observação: Antes de pensar em uma atividade para seus alunos, veja o filme "Lixo Extraordinário", dirigido por Lucy Walker, com Vik Muniz. Pode ser uma boa maneira de inspirar-se e ter novas ideias para pensar em lixo, consumismo, reciclagem, arte, etc. veja em: http://www.lixoextraordinario.net/




DC na Sala de Aula

O DC na Sala de Aula está com blog de cara nova, com muitas notícias sobre Educação, a coleção de suplementos do programa em PDF, agenda, escolas participantes e galeria com produções escolares, entre outros tópicos. A coordenadora do DC na Sala de Aula é Vancessa Sanceverino.
Para acessar o blog clique aqui!

Diversão em família

Na conversa abaixo, Hilda Sarti, professora e doutora em educação pela PUC-SP, conta por que os jogos enriquecem a convivência entre pais e filhos. A entrevista foi feita pela jornalista Cristiane Yamazato e publicada na Revista Crescer. Esperamos que gostem e possam estimular o debate sobre o jogo e a brincadeira em família nas suas escolas.

CRESCER: Por que os jogos e as brincadeiras em família são tão legais?

Hilda Sarti: Porque eles são uma forma de comunicação universal. Quando pais e filhos se reúnem para se divertir, eles estão fortalecendo os laços de afeto, o diálogo e trabalhando o conceito de respeito também. Respeito ao outro e às regras necessárias para jogar e também viver em grupo. Quando os pais se esforçam para garantir tempo e espaço para brincar com os filhos, eles estão contribuindo na formação de uma sociedade melhor.

C: Jogos como o da memória, o dominó e o quebra-cabeça podem ser apresentados às crianças de qual idade? Quais são os benefícios dessas atividades?

H.S.: Em geral, a partir de 1 ano de idade, essas brincadeiras são altamente recomendadas! Elas desenvolvem o raciocínio, a memória, os sentidos, a coordenação motora... Também auxiliam na fala, já que é preciso se comunicar enquanto se joga. Com o tempo, a complexidade pode ir aumentando. Propor novos desafios aos pequenos faz com que eles se desenvolvam, fiquem ainda mais espertos... Não esquecendo que é fundamental ter bom senso, ou seja, os desafios devem ser apropriados. Os pais precisam levar em conta as características do filho e o seu repertório. Cada criança é única. Devemos respeitar o ritmo de desenvolvimento e os interesses dela.

C: As regras dos jogos podem ser adaptadas?

H.S.: Podem, sim. Se os pais entenderem que um jogo é muito difícil, podem simplificar as regras e depois, com o tempo, acrescentar novos desafios. Aliás, é possível ainda criar novas regras, inventando novas maneiras de jogar. Outra possibilidade é criar novas brincadeiras. As peças de um dominó podem servir para construir "prédios", você também pode mostrar o "efeito dominó", em que cada peça derruba a seguinte... O importante é que os pais soltem a imaginação. Isso também vai estimular as crianças a fazer o mesmo!

C: Como explicar às crianças que nem sempre se ganha na disputa?

H.S.: Bem... quanto mais nova a criança, mais difícil será para ela aceitar a derrota no jogo. De qualquer forma, sempre dá para dizer que ela vai ter outra chance e, da próxima vez, ela poderá ganhar. O importante é ter paciência, explicar que ganhar ou perder faz parte do jogo, e repetir isso quantas vezes forem necessárias.

C: Se o filho não quiser mais jogar porque perdeu, os pais devem insistir?

H.S.: É normal algumas crianças desistirem de brincar porque não aceitam a perda. Forçar o jogo não é o caso. Afinal, as brincadeiras devem ser prazerosas! Mas é preciso novamente explicar que nem sempre a gente ganha. Na vida, é assim também... Essa é uma oportunidade de ensinar seu filho a lidar com as frustrações em geral. Nem sempre as vontades dele serão atendidas. Os pais não devem ter receio de dizer não aos filhos quando for necessário. Mas isso deve ser feito com muito diálogo, paciência e respeito mútuo.

Pacientes do Hospital Pequeno Príncipe produzem documentário

O que um trabalho autoral com veículos de comunicação pode fazer na vida de alguém? Um jornal, um vídeo, um fanzine, programa de rádio podem ajudar pessoas a refletirem sobre elas mesmas e seu entorno, sua realidade? Vejam abaixo matéria sobre a criação de um documentário feito por crianças e adolescentes que estão internados no Hospital Pequeno Príncipe, em Curitiba. O desenvolimento é da ong Projeto Olho Vivo, com apoio da Lei Rouanet. Esperamos que a matéria seja inspiradora para você!
Crianças e adolescentes internados no Hospital Pequeno Príncipe, em Curitiba, estão produzindo um documentário sobre a vida dentro do hospital, desde a rotina do tratamento e dos seus familiares até a convivência com outros pacientes e funcionários. A obra é a etapa final do Projeto Oficina de Cinema, desenvolvido por meio da Lei Rouanet de Incentivo à Cultura e patrocinada pelas empresas Ciferal e Omini Financeira. As oficinas ocorrem nos dias 22, 24, 29 e 31 de agosto, das 14h às 16h30.


O trabalho iniciou em abril deste ano. É desenvolvido pela ONG Projeto Olho Vivo e tem como foco, além do ensino das técnicas e linguagem do cinema, o estímulo aos jovens para que olhem e reflitam sobre a realidade particular do local onde estão inseridos. “Acreditamos que este é um caminho válido para o desenvolvimento de um olhar crítico e sensível do indivíduo, num momento da vida em que estes jovens estão expostos a uma realidade diferente”, afirma Luciano Coelho, coordenador.

Durante as oficinas, os pacientes recebem conceitos sobre composição de um filme, incluindo aspectos técnicos e teóricos. Alguns tópicos são privilegiados como a linguagem cinematográfica, a elaboração de roteiro, o manuseio de câmera e a edição. Além disso, são apresentados autores referência, dramaturgos e cineastas.


Até o momento, a Oficina de Cinema teve a participação de aproximadamente 200 pessoas, entre pacientes e familiares. Segundo a supervisora do setor de Educação e Cultura do hospital, Maria Gloss, experimentar outras linguagens é uma oportunidade de ampliar horizontes e possibilidades de quem está internado. “Neste projeto, em especial, percebemos que as crianças chegam com o olho brilhando diante de uma linguagem nova e todo o encantamento, magia e descoberta que o cinema proporciona”, declara.


ONG Projeto Olho Vivo
A equipe do Projeto Olho foi criada em Curitiba em 2005. Nesses seis anos de trabalho, desenvolveu 20 documentários com a participação de mais de duzentos alunos, das mais variadas classes sociais, idades e experiências profissionais. Os temas abordados foram os mais variados, porém sempre com abordagem relevante, como: a Vila das Torres (principal favela da cidade), o trabalho dos catadores e papel, os negros que vivem em Curitiba, as transexuais, a exploração do trabalho infantil, os grafiteiros, etc. Estes documentários hoje fazem parte de uma coleção de 15 DVDs que vêm sendo utilizados em escolas e universidades como um panorama de identidade social e cultural da cidade.


Hospital Pequeno Príncipe
Com 390 leitos, sendo 62 de UTI, o hospital realiza aproximadamente 323 mil atendimentos ambulatoriais, 24 mil internações, 577 mil exames e 17 mil cirurgias ao ano. Cerca de 70% de sua capacidade de atendimento é destinada aos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). O Hospital Pequeno Príncipe é o maior hospital de média e alta complexidade exclusivamente pediátrico do País. 

Fonte: Hospital Pequeno Príncipe/Assessoria 25/08/2011 (http://www.hpp.org.br/o-hospital)

Alunos da Etec fazem filme de ficção sobre bullying

Um grupo de quinze alunos dos três anos do ensino médio da Etec (Escola Técnica Estadual) Alberto Santos Dumont, no Guarujá, fizeram um filme sobre bullying dentro das escolas. O longa-metragem "Abismo" tem duração de aproximadamente uma hora e foi todo gravado com uma única câmera.


A atividade faz parte do projeto Viver em Sociedade, que promove palestras e debates sobre o tema. O estudante do 3º ano Nicholas Peralez, 17, ficou responsável pelo roteiro e direção do filme. "Decidimos falar sobre bullying porque a professora sugeriu o tema. É um assunto bem atual. Para escrever o roteiro eu observei, li e pesquisei bastante", disse o aluno.


Peralez contou que também já sofreu bullying: "Sempre fui muito quieto na escola e algumas brincadeiras acabam virando maldade".

O filme será exibido para estudantes, professores e convidados no dia 26 de agosto no Cine Ferry Boat’s Plaza, no Guarujá. Após a exibição, haverá um debate sobre o tema.


Fonte: UOL Educação 23/08/2011

Ensinar e aprender com notícias

Entre 17 e 19 de agosto aconteceu, em Salvador, o Encontro Anual de Coordenadores de Programa Jornal na Educação da Associação Nacional de Jornais (ANJ), que promoveu debates sobre o potencial das ferramentas tecnológicas nas iniciativas educacionais desenvolvidas pelos jornais associados. Priscila Gonsales, do Educarede, esteve presente em um deles e falou sobre os projetos Grupo de Estudos e Minha Terra.

A ANJ fomenta o diálogo entre os veículos de comunicação e as escolas brasileiras, por meio do projeto Jornal e Educação desde 2005. Hoje, o programa está presente em todo o país, somando 63 iniciativas implementadas por empresas de comunicação que atuam em 6.800 escolas participantes. Um exemplo de programa bem sucedido é o Ler e Pensar, de fomento a leitura e cidadania, realizado pelo jornal Gazeta do Povo, que foi vencedor do prêmio Jovens Leitores, promovido pela Associação Mundial de Jornais e editores de Notícias (WAN).

Nos meses de junho e julho, um grupo de jornalistas do projeto da ANJ participou do curso Educarede “Blog como Recurso Pedagógico”. Apesar de não serem professores, esses ‘educomunicadores’, como são chamados, são atores fundamentais de um movimento que busca usar o conteúdo jornalístico como ferramenta de aprendizado na sala de aula.

Jornalismo Educativo
Contribuir na formação de cidadãos críticos e conscientes de sua realidade é o objetivo do projeto Jornal e Educação. A iniciativa busca chamar a atenção de professores para a importância de considerarem as notícias da atualidade no processo de ensino e de aprendizagem, além de incentivar a produção de textos jornalísticos pelos alunos. Cristiane Parente, coordenadora do Projeto Jornal e Educação, explica que o projeto trabalha o conceito de educomunicação. “A educomunicação propõe uma relação igualitária entre quem produz e quem recebe conteúdo e uma postura reflexiva diante das mensagens que recebemos através dos meios de comunicação”.

Como ressalta Cristiane, os profissionais envolvidos no projeto da ANJ começam a enfrentar o desafio de incorporar em suas atividades os recursos das tecnologias digitais, tão presente no cotidiano dos estudantes. Por isso, participaram com entusiasmo do curso online no Educarede. “O blog é uma ferramenta extremamente importante para democratizar informações, para estimular a autoria dos alunos e para incentivar atividades colaborativas”, explica Cristiane. “É importante que o jornalista se insira na realidade da internet para que tenha o entendimento de que não é o único produtor de conteúdo informativo. Por ser a web interativa, o jornalismo vem sendo feito de forma mais participativa.” explica a tutora do curso, Marli Fiorentin.

Tecnologia a favor da informação
Durante o curso ministrado pelo Educarede, os jornalistas aprenderam a apostar nos blogs como plataforma que pode agregar valor às suas ações. Durante as aulas, um dos participantes montou o blog ‘leitura.compipoca’, destinado às pessoas que gostam de compartilhar informações sobre literatura e cinema. Já o ‘Escrever, pra quê?’, também criado no curso,dialoga com quem gosta de escrever e quer trocar figurinhas com outros aspirantes a escritor.

Marli acredita que a digitalização dos meios informativos e consequentemente, o uso de instrumentos tecnológicos em sala de aula é vantajoso para a aprendizagem. “Com as ferramentas digitais interativas, os alunos podem ser sujeitos ativos, construtores do próprio conhecimento, aprendendo de forma colaborativa, em rede, mudando o paradigma da transmissão, centralizada apenas no professor”, explica a educadora.

Outro projeto que une educação, jornalismo e tecnologia é o 'Primeras Noticias', projeto realizado pelo Educarede da Espanha, que disponibiliza em seu site, material informativo de leitura online, oferecendo não só textos, mas também conteúdo interativo, como imagens e vídeos, aproveitando os recursos da web.

Fonte: EducaRede/ Mariana Jansen 25/08/2011

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Estudantes analisam e criam títulos

Leitura interpretativa das notícias auxilia
no estudo da língua portuguesa


Em Ponta Grossa, a professora da Escola Estadual Francisco Pires Machado, Simone Bueno, mostrou aos alunos do 6º Ano A e B a importância de localizar as principais informações em um texto jornalístico, para que entendam como o título é importante em uma notícia. Além disso, a prática possibilitou estudar os tempos verbais e sua colocação nas frases.



Simone utilizou duas aulas para realizar a prática. Em um primeiro momento, a análise de textos e títulos foi essencial para o desenvolvimento do trabalho. “Mostrei aos alunos que as notícias tratavam de assuntos que já haviam acontecido e que por isso os verbos estavam no pretérito, mas que no título os verbos estavam no presente do indicativo. Debatemos o motivo dessa escolha para que eles percebessem que isso dava maior força ao título”, explica a educadora.


Em seguida, em grupos, os escolares analisaram apenas os textos das matérias [selecionados por Simone] e criaram títulos que acreditam corresponder ao assunto, lembrando das recomendações da professora: “o título deve ser curto e anunciar a informação principal do texto, e deve conter um verbo, preferencialmente no presente do indicativo”. Depois, ela mostrou os títulos originais. A educadora explica que “alguns grupos conseguiram utilizar bem o verbo e criar títulos que se aproximavam dos originais, mostrando que haviam conseguido fazer uma leitura eficiente do texto. Outros, apesar de não utilizarem o verbo, também conseguiram identificar o assunto principal da notícia, mas houve aqueles que não conseguiram utilizar o verbo, nem demonstrar que haviam entendido o texto, destes o título ficou bastante confuso ou distante do original”.


A professora esclarece que a atividade ajudou bastante a diagnosticar os problemas de leitura dos alunos e a traçar novas estratégias para que eles consigam aproveitar mais a leitura de textos jornalísticos.

Fonte: Jornal da Manhã 25/08/2011

Nascimento das palavras

“Podemos não aprender a ler e escrever na barriga da mãe, mas lá é que as nossas palavras são feitas, e quando nascemos elas estão somente esperando em nossa boca para sair e se soltarem no mundo.”

Petrus de Oliveira Tiveron, 13 anos - Laranjal Paulista (SP)
Inventário do que podeia ser bem melhor e será, livro resultante do 6º Concurso Ler e Escrever é Preciso - Instituto Ecofuturo

HQ como recurso educativo

O blog Mídias na Educação deu uma dica muito interessante de entrevista com a educadora Sônia Luyten sobre quadrinhos como recurso de aprendizagem. A entrevista foi publicada no site da TV Escola/ Salto para o Futuro.

Pesquisadora com ênfase no uso de quadrinhos na sala de aula, Sônia Luyten, atualmente é professora titular do Programa de Pós-Graduação da Universidade Presidente Antonio Carlos (UNIPAC), em Juiz de Fora/MG e Presidente do Troféu HQMIX, entidade que faz a premiação dos melhores artistas e acadêmicos na área de Histórias em Quadrinhos e Humor Gráfico.


Salto – Em seu livro "Histórias em quadrinhos: leitura crítica" você ressalta a importância de valorizar os personagens e os desenhistas brasileiros. Atualmente, como você analisa a produção nacional de quadrinhos?



Sonia – A produção de quadrinhos brasileiros nunca esteve tão bem, tão rica, tão vasta e boa qualidade. No dia 31 de janeiro nós comemoramos o Dia do Quadrinho Nacional. Isso porque nós temos um "pai", isto é, o primeiro desenhista brasileiro, chamado Angelo Agostini, que no final do século XIX começa uma produção de quadrinhos no Brasil. O Brasil é pioneiro, muito antes dos americanos, nós já produzíamos, aqui no Rio de Janeiro, as imagens de uma história chamada "As aventuras do Nhô-Quim pela corte". Um ítalo-brasileiro se nacionalizou brasileiro, e começa então essa produção no Brasil. Nós temos uma produção vasta, de várias fases, acompanhando a produção mundial, acompanhando os acontecimentos mundiais. O quadrinho está intimamente ligado à história, ao entretenimento, à economia, etc. No Brasil, hoje, nós estamos com uma situação financeira também estável, e isso é muito importante também, pois com maior poder aquisitivo, mais pessoas estão lendo. Eu posso dizer que hoje em dia as pessoas estão tomando conhecimento da importância dos quadrinhos – as próprias editoras também. Hoje nós temos inúmeros títulos em que se fez a transposição de obras literárias, de romances, para quadrinhos. Grandes desenhistas brasileiros estão colocando esses livros na linguagem própria de quadrinhos. É muito difícil colocar em quadrinhos um escritor como Machado de Assis, o desenhista fica com medo de "matar" o autor. Mas a linguagem do quadrinho não pode ser redundante. É muito importante, hoje em dia, se ater a esta linguagem dos quadrinhos. Eles têm uma linguagem própria, não é literatura, não é cinema, nós estamos falando de Histórias em Quadrinhos.


Salto – Outro ponto discutido nesse livro diz respeito à influência dos quadrinhos sobre os meios de comunicação. Como é essa influência e de que forma ela pode ser percebida?


Sonia – Percebemos a presença dos quadrinhos desde os primórdios da humanidade. Se examinarmos as pinturas rupestres, por exemplo, aqui no Brasil, no Piauí, na Serra da Capivara, temos vários exemplos mostrando que de forma didática, na verdade sequencialmente, os seres humanos deixavam registros de como fazer as coisas – caçar, procriar, se alimentar, guerrear. Então, conforme a época, e conforme a evolução da civilização, nós temos esse exemplo da arte sequencial. As pessoas vão usando aquilo que o tempo lhes oferece. Nós temos vários exemplos na história da humanidade, na nossa história.


Salto – Você poderia dar outros exemplos?



Sonia – Por exemplo: no tempo do Império Romano, no Egito Antigo, depois na Idade Média... Tem um exemplo muito emblemático, que é uma tapeçaria de 70 metros, que foi encontrada na cidade de Bayeux, tudo em arte sequencial, narrando a guerra entre a Inglaterra e a França. Isso foi documentado em bordado, havia personagens, e toda forma da náutica, dos barcos, das armas, etc. Um documento precioso. Depois, mais tarde, nós podemos ver, na Idade Média, a xilogravura, a arte em fazer gravações em madeira, isso também foi imagem sequencial. Há quadrinhos em litogravura, que é a imagem na pedra. E depois, com a invenção dos meios de comunicação, nós vamos ver nos jornais, por exemplo, os quadrinhos aparecerem. Aparecem inicialmente com periodicidade semanal, depois diária, e depois pulam para as revistas, os gibis. Então, os próprios donos dos jornais, principalmente os americanos, quando viram que a seção de histórias em quadrinhos vendia o jornal, isso teve um peso muito grande na própria indústria jornalística. Aqui no Brasil também, nós tivemos praticamente uma guerra dos gibis, principalmente entre os editores do Rio de Janeiro e de São Paulo. Cásper Libero com o jornal "A Gazeta", depois veio Roberto Marinho, enfim, isso tudo para mostrar que o quadrinho tem uma importância na própria indústria jornalística. Hoje em dia, por exemplo, nós podemos falar da internet. Na internet há muitos sites, onde os desenhistas já não precisam se utilizar do papel para poder fazer as suas histórias. A internet hoje é o grande meio.

Leia a entrevista completa em: http://tvbrasil.org.br/saltoparaofuturo/entrevista.asp?cod_Entrevista=118

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Journalists Join the Education Field

Compartilhamos texto do site Editor & Publisher sobre como os leitores estão buscando cada vez mais os jornalistas para aprenderem. De educadores não-oficiais jornalistas em vários lugares/jornais do mundo estão começando a levar cada vez mais a sério sua função e passam a dar cursos e oferecer conteúdo gratuito a leitores. Boa leitura!

By: Nu Yang

http://www.editorandpublisher.com/Newsletter/Article/Journalists-Join-the-Education-Field


Interested in learning how the federal government budgets or operates? How about mastering the art of investigative journalism or finding out if you own a “zombie computer”? Readers turn to journalists to learn something new, whether it’s to understand the latest government happenings or the newest technology trends. Now, journalists are taking their unofficial roles as educators to another level by offering classes and providing free content that will inform readers.

The Washington Post’s MasterClasses (PostMasterClass.com) are online, self-paced courses written by newsroom experts to enhance and share the in-depth knowledge of Post staff members.

“(The classes) extend the power of the newsroom and combine (the journalists’) expertise with the benefits of Web-based learning, and we took great care during development to not create a ‘talking heads’ lecture to computer audiences,” said Candy Lee, vice president of marketing for the Post and chief adviser and developer of the program. Instead, journalists share their knowledge with custom content, using interactive maps, videos, and simulations.

Across the pond, U.K. newspaper The Guardian launched its MasterClass program (Guardian.co.uk/guardian-masterclasses) in January with face-to-face courses in film, writing, food and drink, photography, and other subjects. Instructors include designers, published authors, and an Academy Award-nominated screenwriter.

Patrick Keogh, head of The Guardian’s program, said when choosing topics, the paper looked at different areas of journalism that would appeal to the cultural arts. “The Guardian brand is linked to education,” he said. “It only made sense to provide a public program that is close to what we represent as an organization.”

Australian website The Conversation (TheConversation.edu.au) is an independent nonprofit news service edited by professional journalists. The free content is provided by academics and researchers.

“As the traditional advertising-based media model has imploded, we have seen a growing void for credible content,” said Jack Rejtman, Conversation co-founder and general manager. “Readers increasingly are asking themselves, ‘Where can I go for trusted information?’ Our decision to turn to universities, in some ways, was obvious.”

Readers are also invited to pitch articles by suggesting ideas they would like to see covered, volunteering to write an article if he or she is qualified, or nominating someone else.

Fonte: Editor & Publisher

Projeto com jornal ganha 2º lugar no concurso Educadores Inovadores da Microsoft

A professora Vera Beatriz Hoff Pagnussatti, do Colégio Estadual Eron Domingues, de Marechal Cândido Rondon/PR, ganhou o segundo lugar do Concurso Educadores Inovadores da Microsoft, na categoria Inovação em Comunidade, com o projeto "Jornal: Diferentes suportes, diferentes generos discursivos".

A Fundação Torino, de Belo Horizonte/MG ficou com o primeiro lugar na categoria Educador Inovador Escolas Particulares, com o projeto Rádio História, sob a responsabilidade do professor Marcus Vinícius Leite.


Já o Colégio Dante Alighieri, de São Paulo/SP, ganhou o segundo lugar na categoria Educador Inovador Escolas Particulares, com o projeto "Dante em foco: Jornalismo e educação dão o que falar, escrever, filmar", cujo responsável é a professora Valdenice Minatel Melo de Cerqueira.

Compartilhamos com vocês a descrição de cada um desses projetos e parabenizamos as professoras Vera e Valdenice, o professor Marcus e todos aqueles que fazem do jornal e outras mídias um parceiro da educação!

A professora Vera também foi escolhida a Educadora Inovadora do ano de 2011. Esperamos que todos os nossos queridos educadores que trabalham com jornal, inspirem-se e enviem seus trabalhos a prêmios como esse.

"Jornal: Diferentes suportes, diferentes generos discursivos".Descritivo: Para tornar as aulas de língua portuguesa mais produtivas e interessantes, a professora idealizou a produção de um jornal impresso e online como recurso didático, visando à interação dos alunos com a comunidade, tornando-os leitores e autores de diferentes gêneros textuais, inclusive para as mídias sociais. Os alunos puderam se familiarizar com os diversos recursos tecnológicos utilizados na elaboração do projeto, que teve duração de cinco meses. Desde a produção de reportagens no Word como a divulgação por blog. A 1ª edição do Jornal do Colégio foi enviado gratuitamente junto com o jornal local O Presente (com tiragem de 4 mil exemplares) para todos os assinantes e alunos do colégio.



Rádio HistóriaDescritivo: Por meio do recurso de podcast, os alunos das turmas do 8º ano do ensino fundamental se transformaram em locutores e repórteres de uma rádio virtual, onde narraram eventos da história do Brasil e do mundo como se fossem fatos contemporâneos. O projeto consistiu na pesquisa de conteúdo histórico em livros didáticos, produção e correção dos textos para narração, gravação e edição do áudio no computador, montagem de áudio-imagens no Movie Maker para publicação do conteúdo em um blog na internet e divulgação em redes sociais. O trabalho teve como objetivo tornar a história mais tangível e próxima a vida cotidiana dos estudantes.





"Dante em foco: Jornalismo e educação dão o que falar, escrever, filmar"
Descritivo: O projeto consiste em um workshop de jornalismo para um grupo de alunos interessados em desenvolver produções escritas com base em técnicas e linguagens jornalísticas. As oficinas, de produção multimídia, foram orientadas por uma jornalista e pela educadora, que incentivavam os alunos a analisarem jornais e revistas, produzirem conteúdos e criarem materiais impressos. Eles utilizam o Live@ Edu, Powerpoint e Word, para produção e troca de conteúdos e fizeram a cobertura jornalística de eventos do Colégio para a TV Dante (webtv do colégio), que divulgaram em blogs e redes sociais. Para sua realização os alunos exploraram as tecnologias digitais de câmeras fotográficas, filmadoras, notebooks e outros equipamentos.


Conheça os outros projetos vencedores no site: http://www.educadoresinovadores.com.br/

Fonte: Educadores Inovadores/Microsoft

Mágica

"No meu livro de sonhos, todos os habitantes da Terra estariam
interessados em trabalhar por um bom desenvolvimento para
melhorar o ar, o vento, a saúde, o respeito, combater tudo de ruim.

E no final do livro eu gostaria de escrever assim: 'Esta história
aconteceu mesmo, de verdade, eu fiz esta mágica...' "


Núbia Dias Inácio, 15 anos - Barra do Piraí (RJ)
(Inventário do que podia ser bem melhor e será - Publicação resultante do 6º Concurso de Redação Ler e Escrever é Preciso - Instituto Ecofuturo)

Liberdade de Imprensa

Relatório de Liberdade de Imprensa da Associação Nacional de Jornais aponta aumento de censura judicial à imprensa no Brasil. E cinco profissionais foram assassinados em 12 meses.

É imprescindível discutir Liberdade de Imprensa na escola. O tema diz respeito a toda sociedade. E só educando a nova geração será possível evitar que soframos novamente com a censura que pairou no Brasil décadas atrás. É preciso que crianças, jovens, adultos entendam a importãncia da livre expressão, de uma imprensa livre para um país democrático.

Veja algumas manchetes de jornal do dia 24/08/2011 sobre o relatório da ANJ. As matérias podem ser lidas no site do Programa Jornal e Educação (www.anj.org.br/jornaleeducacao):
Cresce o número de jornalistas assassinados (O Globo);
Cresce o número de jornalistas mortos no Brasil, revela ANJ (Folha de São Paulo); Profissionais exigem combate à censura judicial e rejeitam controle do Estado (Estado de São Paulo).

É responsabilidade de todos nós lutarmos para que manchetes como essas não seja realidade!

Jornal e Educação: um casamento de sucesso

Entre 17 e 19 de agosto, a equipe pedagógica do projeto Ler e Pensar da Gazeta do Povo se reuniu em Salvador (BA) com coordenadores de outros programas de jornal e educação, para participar de um encontro sobre o trabalho com jornal nas escolas. O encontro, que teve como sede o jornal soteropolitano A Tarde, é organizado pelo Programa Jornal e Educação da Associação Nacional de Jornais e contribui para o compartilhamento de experiências entre os jornais e também qualifica as ações dos projetos. A edição de 2011 do encontro contou com cases de jornais estrangeiros e palestras sobre políticas públicas na educação e na cultura, educação e cultura digital, além de visitas a projetos que atuam na convergência entre educação e comunicação.

Na abertura do encontro, os diversos programas compartilharam suas principais práticas de incentivo à leitura com o jornal e salientaram as novidades implantadas no ano de 2011. Alguns projetos, como o Ler e Pensar da Gazeta do Povo mostraram dados qualitativos e quantitativos que resultam de um acompanhamento mais próximo do público atendido.


No caso do Ler e Pensar, por exemplo, 80% das escolas tiveram um aumento significativo no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Dessas, 95% atribuem o resultado à participação do Ler e Pensar em suas instituições. “O acompanhamento de resultados e indicadores oficiais demonstra a solidez do trabalho e a preocupação com a qualidade das ações educativas desenvolvidas pelo Ler e Pensar”, explica a coordenadora de projetos do Instituto GRPCOM, Ana Gabriela Simões Borges.

Comunicação, educação e cultura: uma união interessante


No segundo dia de atividades, o bom exemplo de trabalho ficou por conta do projeto Agência de Comunicação do Subúrbio, da ONG CIPÓ Comunicação Interativa. Dentre as atividades de formação humana e social para grupos de jovens das comunidades baianas, está o trabalho em grupo, garantia de direitos, desde os documentos até sua aplicação. Tudo acontece por meio da comunicação, desde as técnicas até uma compreensão ampla de comunicação para prática social.

“A comunicação nos ajuda a desenvolver nossa comunidade”, afirma um dos participantes do projeto, Messias Sales. Segundo o jovem, que antes apenas conhecia dos direitos humanos, agora ele sabe como garanti-los e como ajudar a comunidade onde vive a buscar melhores qualidades de vida.


Além de ensinar comunicação, o projeto desenvolve o conhecimento dos jovens na área de criação, captação de recursos e avaliação de projetos. No final dos módulos de formação, a aprendizagem acontece na prática. Isso porque os beneficiários criam projetos de intervenção e os aplicam em suas comunidades. A oportunidade é o que mais atrai os jovens, pois potencializa a força natural da juventude para mudanças.

O período da tarde contou com a participação de Leandro Fialho, do Ministério da Educação (Mec), e Kleber Rocha, Diretor de Fomento e Incentivo à Cultura do Ministério da Cultura (Minc). Ambos esclareceram de que forma as políticas públicas atuam para contribuir com a formação dos educandos. “É preciso esclarecer o conceito de cidade educativa, onde todos os ambientes oferecem uma experiência de aprendizagem e podem ser aproveitados pela força da escola para contribuir com uma formação integral”, expôs Fialho.

Kátia Rocha, produtora cultural, apresentou as possibilidades de inserção de projetos na Lei de Incentivo à Cultura. Ana Gabriela Simões Borges, coordenadora do Ler e Pensar, e Ranúlfo Bocaiúva, diretor do jornal A Tarde, também fizeram parte da mesa e falaram das experiências de seus projetos com a Lei Rouanet.

Educação e Cultura Digital: um desafio com várias possibilidades

No último dia de encontro, o grupo debateu as potencialidades das novas tecnologias. Nelson Pretto, da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e Priscila Gonzales, da Fundação Telefônica, explicaram que trabalhar com as tecnologias na educação é criar redes sustentáveis e que contribuam com a aprendizagem de seus membros, através do compartilhamento e do respeito.

Na opinião de Priscila Gonzales, mesmo diande do desafio de envolver os educadores e os ambientes escolares nas práticas de educação com as novas tecnologias: “É preciso incentivar e qualificar o trabalho dos professores tanto em suas redes pessoais quanto profissionais”, afirma.

Para Fernanda Martins, que integra a equipe pedagógica do Ler e Pensar e participou pela primeira vez do encontro, o evento foi uma oportunidade maravilhosa e importante para o desenvolvimento de uma educação de qualidade. “Reunir no mesmo espaço os palestrantes e coordenadores de programas desenvolvidos em realidades diferentes, com propostas consistentes e inovadoras, é como redescobrir um mundo e abrir novas portas para a utilização do jornal na educação”, conclui.

Fonte: http://www.institutogrpcom.org.br/Noticias/jornal-e-educacao-um-casamento-de-sucesso

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Professora lança livro com textos ‘de mãe para filha’



Primeira obra da professora de história aposentada Helena Zarvos, "Anjo de procissão (carta aberta para minha filha)" foi publicado pela editora Somos, da Folha da Região, recentemente. O livro traz, em 108 páginas, textos reflexivos de uma mãe para sua filha.

"O livro é uma espécie de carta à minha primeira filha. É a história de minhas ideias, uma coletânea de reflexões e experiências, passadas de uma mãe para outra mãe", afirma a autora.

Nas páginas, segundo ela, estão conselhos de como uma mulher se porta após o amadurecimento. "Fala ainda das dificuldades de crescer em uma cidade ultraconservadora e de como encontrei liberdade com a formação universitária", diz Helena, que nasceu em Lins, passou 30 anos em São Paulo, e voltou à sua cidade natal.

A professora afirma que começou a escrever o conteúdo do livro em 1984, mas só resolveu publicar após a aposentadoria, já que a intenção inicial era apenas mostrar à sua filha ou à família "Escrevi em 84, deixei guardado. A partir de 96 comecei a mexer nos textos. Editei, revisei e reescrevi, mexendo no formato agora, em 2011. Em julho, minha filha estava para sair de casa, pois se casou, e achei que fosse o momento certo para o livro", conta.

"O que me fez escrever foi uma cobrança interna para compartilhar o aprendizado rigoroso e profundo de uma vida que agora chega à maturidade. E uma velha mestra não perde o hábito de ensinar alguma coisa", afirma a autora de 64 anos.

HISTÓRIA
Para ela, um livro foi a melhor forma de comunicação que encontrou para compartilhar suas memórias. "Compartilhar uma história em um livro é mais do que viver e simplesmente guardar para si; é mostrar escolhas, reflexões, oferecer algo bom às pessoas. A internet leva ao contato imediato, embora seja abrangente. O livro aproxima de uma forma profunda pessoas que não conhecemos e que acabam tocando nossa alma".

A história de sua família e uma espécie de manual para envelhecer bem são os temas dos próximos dois livros que ela pretende publicar.
Helena afirma que tem planos para realizar um lançamento de sua primeira publicação na cidade de São Paulo entre outubro e novembro. O livro pode ser adquirido por R$ 20,00 no "Mosaico - Café com letras", que fica na rua Floriano Peixoto, 1796, em Lins. O telefone é (18) 3523-6205.


Fonte: Blog do Programa Ler para Crescer - Folha da Região/ TextoTalita Rustichelli 23/08